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Mercado

Braskem faz primeira captação de 30 anos

20/07/2011 | 10h29
Com forte demanda do mercado a despeito da crise internacional, a Braskem fechou ontem uma captação externa de US$ 500 milhões em bônus com vencimento em 2041. Foi a segunda emissão da petroquímica desde a conquista da classificação de grau de investimento, que ocorreu no final de março.

Com a operação, a Braskem ingressa no seleto clube de emissores com papéis de 30 anos no mercado. Entre as empresas nacionais, apenas Petrobras, Vale e Votorantim possuem títulos com esse prazo de duração.

A demanda dos investidores pelos bônus chegou a US$ 3 bilhões, o que permitiu a redução da taxa de retorno (yield) para 7,25%, o equivalente a um spread de 300 pontos base em relação aos títulos do Tesouro norte-americano, de acordo com a vice-presidente de finanças e relações com investidores da Braskem, Marcela Drehmer. Inicialmente, a companhia trabalhava com uma faixa de yield entre 7,375% e 7,5%. O cupom foi definido em 7,125%. Apesar da procura, a companhia optou por não aumentar o volume previsto da captação.

A operação foi destinada principalmente a investidores que avaliam apenas companhias que possuem grau de investimento. "Como havíamos conquistado a classificação recentemente, nossa intenção original era encontrar esses investidores para apresentar a companhia", diz.

O número de interessados nos papéis da Braskem já havia aumentado na emissão de US$ 750 milhões realizada em abril, com prazo de 10 anos, mas a operação de ontem angariou investidores de outros perfis, como fundos de pensão e seguradoras, que naturalmente procuram papéis com prazo de vencimento maior. "São investidores aos quais não tínhamos acesso no início do ano", diz Marcela.

De olho no mercado norte-americano, a empresa montou dois times para o ciclo de apresentações aos investidores (road show, no jargão de mercado). O primeiro percorreu as cidades de Los Angeles, Boston e Nova York enquanto o outro se dirigiu a Chicago, Nova York e Filadélfia.

A turbulência provocada pelos problemas fiscais em vários países europeus e que ameaça alcançar os Estados Unidos não chegou a dificultar a operação, de acordo com a vice-presidente da Braskem. "O investidor tem enxergado o Brasil como um ambiente um pouco mais protegido e menos dependente da situação externa", afirma.

A empresa pretende usar os recursos captados para pré-pagar dívidas de curto e médio prazo e melhorar, assim, o perfil de endividamento. Segundo Marcela, a Braskem tem como meta ter um prazo médio da dívida superior a dez anos. Apesar da boa aceitação do mercado, a executiva diz que não há novas emissões previstas pela companhia.

A captação, coordenada por HSBC, BofA Merrill Lynch e Morgan Stanley, recebeu classificação de risco "Baa3" da Moody's. Os papéis foram emitidos pela Braskem America Finance, com garantia da Braskem S.A.

A emissão confirma o interesse do mercado em papéis brasileiros apesar do aumento recente do sentimento de aversão a risco. Incluindo a operação da Braskem, as captações externas - incluindo as realizadas por empresas, instituições financeiras e pelo Tesouro - já somam US$ 32,628 bilhões no acumulado deste ano, de acordo com informações do "Valor Data".


Fonte: Valor Econômico
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