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Petroquímica

Braskem corta investimento no ano

04/08/2006 | 00h00

A alta nos preços das matérias-primas está levando a Braskem, maior indústria petroquímica do país, a reduzir seu programa de investimento previsto para 2006.

A companhia prevê aplicar R$ 150 milhões a menos do que os R$ 900 milhões orçados inicialmente para o ano. O corte nos investimentos adiará o plano para elevar a capacidade de produção de vinílicos - PVC e soda - e projetos de menor envergadura.

A Braskem, que registrou prejuízo de R$ 54 milhões no segundo trimestre de 2006 diante de um lucro de R$ 437 milhões obtido no segundo trimestre de 2005, tem sofrido como outras empresas petroquímicas do forte impacto da alta nos preços da nafta, eteno e propeno, derivados do petróleo.

Essas matérias-primas, que somam cerca de 75% dos custos da companhia, tiveram impacto de US$ 204 milhões no primeiro semestre deste ano. Em um ano, a nafta teve seu preço elevado em cerca de 35% em dólar.

"Mantivemos os programas de investimentos estratégicos com alto retorno", disse o presidente da Braskem, José Carlos Grubisich. No primeiro semestre de 2006, a empresa investiu R$ 377 milhões, diante dos R$ 244 milhões de igual período do ano passado.

Dos projetos mantidos, a Braskem irá elevar a capacidade de produção de polietileno e isopreno, aumentar a capacidade de tanques no terminal de Aratu (BA) e adotar o programa de gestão SAP, que consumirá R$ 130 milhões. Inclui-se também investimentos de manutenção das fábricas.

Grubisich disse que a empresa já começou a fazer a avaliação do orçamento para 2007, mas não concluiu o valor a ser aplicado. Indicou que, entre outros, haverá uma parcela maior na construção da Petroquímica de Paulínia, a joint-venture com a Petrobras, cujas obras físicas estão iniciando.

O plano de investimentos de 2007 também pode incluir os aportes na unidade de polipropileno em parceria com a empresa venezuelana Pequiven. "O foco são os projetos da Venezuela", disse, acrescentando que a empresa decidiu acelerar os estudos deslocando uma equipe da Braskem para Caracas. O projeto para produção petroquímica na Bolívia está, por ora, suspenso.

A Braskem anunciou reajustes de preços das resinas entre 10% e 12% neste mês. "Vamos realinhar os preços com o mercado internacional e recuperar a rentabilidade no terceiro trimestre", aposta.

Grubisich disse esperar uma retomada da demanda assim como uma elevação na produção, que passou a contabilizar integralmente os números da Politeno, comprada pela empresa em abril.

No segundo trimestre, a alta das matérias-primas afetou a geração operacional de caixa. No período, o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (lajida) foi de R$ 253 milhões, abaixo dos R$ 417 milhões obtidos um ano antes.

A valorização do real e a oferta adicional de polietileno da Rio Polímeros (Riopol) também influenciaram no desempenho da Braskem. Os preços do polietileno no mercado doméstico ficaram estáveis na comparação com o trimestre anterior.

A Riopol vendeu 130 mil toneladas no primeiro semestre do ano, das quais 90 mil apenas no segundo trimestre quando os sócios assumiram a responsabilidade pelo empreendimento.



Fonte: Valor Econômico
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