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Empresas

Braskem avalia perdas com acidente em AL

24/05/2011 | 10h32
A Braskem ainda não tem perspectivas de retomada da produção na unidade de cloro-soda em Maceió (AL), paralisada desde a noite de sábado devido a um vazamento de cloro, que durou um pouco mais de 30 minutos. "Não temos projeção para o retorno (das operações). Nós estamos focados agora nas pessoas vitimadas e na questão ambiental", afirmou o vice-presidente de relações institucionais da Braskem, Marcelo Lyra.


O primeiro acidente foi seguido de um rompimento de uma tubulação na madrugada de ontem na mesma unidade, enquanto a produção já estava paralisada. Segundo a petroquímica, no momento do rompimento, a Mills - empresa que presta serviços à Braskem - preparava a inspeção de avaliação das causas do primeiro problema.


Os dois incidentes geraram seis vítimas dentro da fábrica- um funcionário da Braskem, que ainda está sob cuidados hospitalares, e cinco montadores de andaime da Mills (sendo que um deles já foi liberado). Além disso, com o vazamento de cloro no sábado, algumas pessoas que moram nas proximidades da empresa tiveram que ser socorridas.


Os efeitos do vazamento no meio ambiente estão sendo analisados pelos órgãos competentes. Até a noite de ontem, a Braskem ainda não conseguia informar quanto vazou de cloro, nem quanto a produção foi afetada desde a paralisação da fábrica.


A capacidade produtiva da unidade soma 460 mil toneladas de soda e 600 mil toneladas de dicloretano por ano. Enquanto a soda é utilizada como intermedíaria para a indústria química, o dicloretano é insumo para a produção de PVC. Ambos são fabricados a partir do sal.


A empresa vende a soda, enquanto utiliza o cloro para sua própria produção. No primeiro trimestre, a receita líquida da empresa no segmento que inclui o PVC, a soda líquida e o cloro somou R$ 385 milhões, de um total de receita de R$ 7,3 bilhões. "(O segmento) representa pouco da produção global da Braskem, cerca de 5%. Não é significativo", garantiu Lyra. Segundo o analista da SLW, Erick Scott Hood, dependendo do tempo em que as operações na fábrica ficarem paradas, o incidente não deve prejudicar os resultados da petroquímica neste trimestre. "A empresa vem apresentando um bom desempenho", justificou Hood. Para ele, até um período de paralisação de cerca de dez dias não seria suficiente para abalar os resultados da companhia.


A Braskem garante que não houve falta de manutenção na unidade. Segundo Lyra, as instalações que apresentaram problemas no sábado, por exemplo, tinham sido colocadas no ano passado e foram inspecionadas no início deste ano. O rompimento da tubulação ocorrido na madrugada de ontem, ocorreu em uma peça próxima à primeira, mas em outra localização. "Um evento não parece ter relacionamento o outro", disse o executivo, enfatizando que os investimentos acumulados nos últimos três anos na manutenção da fábrica somam R$ 400 milhões. A Braskem não tem ainda estimativas dos custos dos incidentes e da reparação das estruturas danificadas.


No mercado brasileiro há, além da Braskem, sete empresas produtoras de cloro. Em 2010, a produção de cloro no país apresentou alta de 1%, totalizando 1,288 milhão de toneladas, segundo dados da Associação de Álcalis, Cloro e Derivados (Abiclor).


Fonte: Valor Econômico
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