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Matéria prima

Braskem admite parar produção

19/08/2014 | 10h40

 

Questionado sobre fechamento de ao menos uma unidade, o presidente da Braskem, Carlos Fadigas, não descartou a medida. "Seguimos trabalhando para chegar a um acordo e a preocupação tem a ver com a exiguidade do prazo".
A preocupação foi estendida a toda a cadeia petroquímica. Para a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), "o ajuste a um eventual aumento do preço da nafta fornecida pela Petrobras - que equiparasse seu preço à paridade de importação - exigiria o fechamento de uma central petroquímica e a redução da produção ou mesmo o fechamento de uma segunda central", conforme consta em um estudo da LCA Consultores, a pedido da própria associação.
O contrato quinquenal de fornecimento de nafta firmado com a Petrobras venceu em fevereiro e foi prorrogado por seis meses, período em que foram mantidos os termos dos últimos cinco anos. O novo prazo se encerra no fim do mês.
O Valor apurou que a primeira central afetada deve ser a do ABC, que tem uma parada programada para manutenção em setembro. Depois do polo paulista, a medida poderá ser replicada em Camaçari (BA). Segundo o estudo da LCA, "estima-se que a queda na produção de petroquímicos de segunda geração levaria a uma redução na receita anual (líquida) da indústria da ordem de R$ 13,1 bilhões".
"Com base em informações recebidas de empresas associadas à Abiquim, estimou-se que a redução da produção da indústria petroquímica levaria à perda de 9,8 mil empregos diretos (entre funcionários próprios e terceirizados), responsáveis pela geração de quase R$ 600 milhões em renda do trabalho. A partir da matriz insumo-produto, estimou-se que o impacto indireto da redução da produção nacional de produtos petroquímicos seria a redução de 63,6 mil ocupações, correspondendo a uma renda do trabalho de R$ 1,8 bilhão", aponta o estudo.
O governo, disse um fonte, está ciente da situação, porém não se envolveu nas conversas até agora. Acionista relevante e do bloco de controle da Braskem, com 36% do capital total, a Petrobras quer aumento no valor da nafta relativos aos seus custos de importação.
Para a indústria, não é correto atribuir à Braskem essa conta adicional, pois a própria estatal é uma grande produtora de nafta. Nos últimos anos, porém, a Petrobras teria direcionado volumes crescentes de seu insumo para o chamado "pool" de gasolina, mistura de gasolina tipo A, etanol e nafta vendida nos postos de combustível.
Com essa estratégia, a estatal teria conseguido manter sob controle as importações de gasolina, ao mesmo tempo em que teve de ampliar o volume importado de nafta para atender a petroquímica. Agora, com a renovação do contrato, segundo o setor, a Petrobras quer repassar essa despesa com importação da matéria-prima, podendo gerar até de até 7% sobre os preços praticados no atual acordo.
Já a Braskem busca reduzir os custos com matéria-prima, diante da perda de competitividade dos químicos e petroquímicos produzidos a partir da nafta em relação aos produtos baseados em gás natural. Com a revolução do gás de xisto, nos Estados Unidos, os preços do gás despencaram, o que reativou os investimentos da indústria petroquímica americana.
A Braskem consome 10 milhões de toneladas de nafta por ano, das quais 7 milhões de toneladas da Petrobras. O restante é importado da Argélia, Venezuela e Rússia, em menor escala. No primeiro semestre, segundo estimativa da consultoria MaxQuim, o preço médio da tonelada ficou em US$ 928. Com base nos preços atuais, o contrato entre Petrobras e Braskem movimentaria R$ 15 bilhões ao ano.
O Valor informou em 7 de agosto que a Braskem poderia suspender temporariamente a produção no polo do ABC, depois da parada programada para manutenção que deve ocorrer ao longo de setembro, caso o preço da nafta fosse reajustado. Consultado, à época, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Fernando Figueiredo, disse que uma paralisação no polo, além do previsto, pode representar o "caos" para o setor, que não tem condições de absorver um aumento de custos neste momento.
Procurada, a Petrobras não se posicionou sobre o assunto.

Questionado sobre fechamento de ao menos uma unidade, o presidente da Braskem, Carlos Fadigas, não descartou a medida.

"Seguimos trabalhando para chegar a um acordo e a preocupação tem a ver com a exiguidade do prazo".

A preocupação foi estendida a toda a cadeia petroquímica.

Para a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), "o ajuste a um eventual aumento do preço da nafta fornecida pela Petrobras - que equiparasse seu preço à paridade de importação - exigiria o fechamento de uma central petroquímica e a redução da produção ou mesmo o fechamento de uma segunda central", conforme consta em um estudo da LCA Consultores, a pedido da própria associação.

O contrato quinquenal de fornecimento de nafta firmado com a Petrobras venceu em fevereiro e foi prorrogado por seis meses, período em que foram mantidos os termos dos últimos cinco anos. O novo prazo se encerra no fim do mês.

O Valor apurou que a primeira central afetada deve ser a do ABC, que tem uma parada programada para manutenção em setembro. Depois do polo paulista, a medida poderá ser replicada em Camaçari (BA).

Segundo o estudo da LCA, "estima-se que a queda na produção de petroquímicos de segunda geração levaria a uma redução na receita anual (líquida) da indústria da ordem de R$ 13,1 bilhões".

"Com base em informações recebidas de empresas associadas à Abiquim, estimou-se que a redução da produção da indústria petroquímica levaria à perda de 9,8 mil empregos diretos (entre funcionários próprios e terceirizados), responsáveis pela geração de quase R$ 600 milhões em renda do trabalho.

A partir da matriz insumo-produto, estimou-se que o impacto indireto da redução da produção nacional de produtos petroquímicos seria a redução de 63,6 mil ocupações, correspondendo a uma renda do trabalho de R$ 1,8 bilhão", aponta o estudo.

O governo, disse um fonte, está ciente da situação, porém não se envolveu nas conversas até agora. Acionista relevante e do bloco de controle da Braskem, com 36% do capital total, a Petrobras quer aumento no valor da nafta relativos aos seus custos de importação.

Para a indústria, não é correto atribuir à Braskem essa conta adicional, pois a própria estatal é uma grande produtora de nafta.

Nos últimos anos, porém, a Petrobras teria direcionado volumes crescentes de seu insumo para o chamado "pool" de gasolina, mistura de gasolina tipo A, etanol e nafta vendida nos postos de combustível.

Com essa estratégia, a estatal teria conseguido manter sob controle as importações de gasolina, ao mesmo tempo em que teve de ampliar o volume importado de nafta para atender a petroquímica.

Agora, com a renovação do contrato, segundo o setor, a Petrobras quer repassar essa despesa com importação da matéria-prima, podendo gerar até de até 7% sobre os preços praticados no atual acordo.

Já a Braskem busca reduzir os custos com matéria-prima, diante da perda de competitividade dos químicos e petroquímicos produzidos a partir da nafta em relação aos produtos baseados em gás natural. Com a revolução do gás de xisto, nos Estados Unidos, os preços do gás despencaram, o que reativou os investimentos da indústria petroquímica americana.

A Braskem consome 10 milhões de toneladas de nafta por ano, das quais 7 milhões de toneladas da Petrobras.

O restante é importado da Argélia, Venezuela e Rússia, em menor escala. No primeiro semestre, segundo estimativa da consultoria MaxQuim, o preço médio da tonelada ficou em US$ 928. Com base nos preços atuais, o contrato entre Petrobras e Braskem movimentaria R$ 15 bilhões ao ano.

O Valor informou em 7 de agosto que a Braskem poderia suspender temporariamente a produção no polo do ABC, depois da parada programada para manutenção que deve ocorrer ao longo de setembro, caso o preço da nafta fosse reajustado.

Consultado, à época, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Fernando Figueiredo, disse que uma paralisação no polo, além do previsto, pode representar o "caos" para o setor, que não tem condições de absorver um aumento de custos neste momento.

Procurada, a Petrobras não se posicionou sobre o assunto.

 



Fonte: Valor Online
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