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América do Sul

Brasil vai investir na Bolívia, diz Garcia

28/09/2006 | 00h00

O coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, Marco Aurélio Garcia, disse ontem que o Brasil deve continuar investindo na Bolívia, se o país oferecer a estabilidade necessária. A afirmação contraria as declarações do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, que descarta qualquer investimento no país. Garcia está licenciado do cargo de assessor especial para assuntos internacionais de Lula. Ele é um dos principais interlocutores do presidente com o país vizinho.

"Se houver estabilidade, vamos seguir fazendo investimentos. E vamos seguir importando gás", disse Garcia. "Temos que decidir se queremos ao nosso lado um país pobre e instável ou um país rico." Ele acrescentou que o Brasil está disposto a ajudar a Bolívia a agregar valor ao gás, para deixar de exportar commodities. Garcia participou ontem, em São Paulo, de seminário organizado pela Federação do Comércio (Fecomércio) sobre a inserção internacional do Brasil.

Garcia fez questão de frisar, no entanto, que o Brasil não estará disposto a abrir mão de seus investimentos na Bolívia. "Por mais simpatia que o Brasil tenha ao governo (do presidente Evo Morales), não temos o direito de jogar o dinheiro do povo brasileiro pela janela", afirmou.

Segundo o coordenador da campanha de Lula, o governo brasileiro está convencido que a Bolívia é um "país-chave" na América Latina. Garcia argumentou que a Bolívia era muito instável antes da eleição de Evo Morales. Para exemplificar, disse que conheceu no exercício do cargo quatro presidentes do país em quatro anos. "A Bolívia elegeu alguém com a cara dela", disse, referindo-se a Morales.

Garcia frisou que não foi o governo do PT que construiu o atual modelo energético e criticou a oposição que "cobra mais vigor e energia com a Bolívia do que tiveram com outros países do mundo". A importação de gás da Bolívia aumentou durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB.

Após almoço ontem na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse esperar que o Brasil volte a investir na Bolívia, mas foi menos enfático. "Temos que ver como se desenrolam essas negociações. Serão um teste importante", disse Amorim. Ele frisou que se refere às negociações sobre o preço do gás e sobre as indenizações devidas à Petrobras pelo confisco das refinarias.

Durante o seminário na Fecomércio, a política externa de Lula foi bastante questionada. O presidente do conselho de relações internacionais da Fecomercio, Mario Marconini, disse que faltou interlocução do governo com os empresários durante importantes decisões. Os demais palestrantes também acusaram a política externa brasileira de se orientar por ideologias.

Garcia rebateu as críticas. Ele afirmou que o governo age de maneira pragmática e que está consultando o empresariado. Também afirmou que não faz sentido tratar com rigidez excessiva os países mais fracos. Segundo Garcia, pesquisas apontam que a política externa é um dos aspectos mais valorizados do governo. "É absolutamente surpreendente que a população se preocupe com a política externa", comemorou.



Fonte: Valor Econômico
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