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Biocombustíveis

Brasil terá etanol de segunda geração

14/10/2011 | 10h10
O Brasil deverá começar a produção de biocombustíveis de segunda geração a partir de 2013. A GraalBio Investimentos S.A., do grupo brasileiro Graal, e a Chemtex, subsidiária das italiana Mossi & Guisolfi (M&G), uma das maiores produtoras de PET do mundo, assinaram protocolo de intenções para ter uma fábrica em escala industrial no Brasil de etanol celulósico. As duas empresas também estão em conversas avançadas para uma cooperação mais ampla para desenvolver e produzir biocombustíveis e bioquímicos no país.

Desde 2006, a subsidiária da M&G tem investido pesado, cerca de US$ 200 milhões, em pesquisa e desenvolvimento em uma nova tecnologia, batizada de Proesa, que transforma biomassa em biocombustíveis e bioquímicos. Ontem (13), durante o lançamento oficial dessa tecnologia, em um simpósio internacional de biocombustíveis, em Verona, a M&G anunciou que o fundo TPG (Texas Pacific Group) juntou-se ao projeto, formando uma joint venture com a Chemtex para a criar a Beta Renewables, totalizando investimentos de € 250 milhões. Essa companhia deverá licenciar sua tecnologia para outras empresas interessadas no negócio. O grupo está construindo uma fábrica em Crescentino. Deverá operar em junho de 2012, com a produção de 40 milhões de litros.

Segundo Guido Guisolfi, CEO da Chemtex e vice-presidente da M&G, o etanol celulósico deverá complementar e não competir com a produção do combustível convencional. O executivo da empresa familiar, fundada em 1953, sabe bem o peso que o Brasil e os EUA têm na produção de etanol no mundo. Em tom de brincadeira, disse que Deus é brasileiro pelo país ser um dos mais competitivos no mundo na produção de cana-de-açúcar, mas acrescentou, em um tom mais sério e desafiador, que sua tecnologia chega para atender a demanda no mercado.

Mesmo reconhecendo o Brasil como referência internacional em etanol, Guisolfi lançou um desafio, dizendo que sua tecnologia é muito competitiva se comparada com os custos de produção hoje no país. Segundo ele, o biocombustível a ser produzido pela Beta custará menos da metade do que é feito no Brasil e que poderá ser usado diretamente como combustível com custo de US$ 1,20 a US$ 1,30 o galão (cada galão tem 3,78 litros).

A produção de etanol de segunda geração é considerada uma meta de longo prazo por produtores brasileiros de etanol e tem recebido críticas de empresários nacionais, em relação aos altos custos. Mas Bernardo Gradin, que está à frente da GraalBio, vai produzir o biocombustível de segunda geração no país e quer que sua empresa se torne referência.

A GraalBio quer se tornar um importante player global em biotecnologia. Planeja ser o parceiro preferencial para implementar tecnologias promissoras com biomassa brasileira, investindo no desenvolvimento de plantas industriais, novos cultivos, pesquisa e desenvolvimento, patentes e licenças, além de promover alianças estratégicas com empresas que estão desenvolvendo a tecnologia de conversão de biomassa no mundo. Segundo Gradin, novos acordos, como o firmado com a M&G, deverão ser realizados pela GraalBio.

A M&G já fechou acordo parecido na Colômbia e negocia novas parcerias nos EUA e China.


Fonte: Valor Econômico
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