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Álcool

Brasil tentará ampliar cota de etanol na pauta com os EUA

22/02/2007 | 00h00

O governo brasileiro irá aproveitar a visita do presidente norte-americano, George W. Bush, para tentar renegociar a ampliação da cota e a diminuição sobretaxa ao álcool brasileiro no mercado dos Estados Unidos. Apesar de ser o destino da maior parte do álcool produzido no Brasil, quando chega nos EUA, o produto brasileiro paga até US$ 0,51 por galão de sobretaxa. No final do ano passado, o Congresso decidiu manter por dois anos a sobretaxa ao galão do Brasil, que já paga imposto de 2,5%. O objetivo da eliminação da sobretaxa é tirar da negociação os intermediários — países do Caribe que compram a cana do Brasil e produzem o etanol para vender aos americanos.

Apesar do sinal negativo dado pelo Congresso norte-americano, o secretário de Energia, Samuel Bodman, já anunciou que os EUA terão de acabar com a tarifa de importação de álcool e com os subsídios aos produtores para cumprirem a meta anunciada pelo presidente George W. Bush de reduzir o consumo de gasolina em 20% até 2017. O fim da tarifa de importação (US$ 0,143 por litro) e dos subsídios (US$ 0,135 por litro) iria alavancar ainda mais as exportações brasileiras, gerando ganho de competitividade do produtor de álcool.

Parceria - Como o Brasil é ainda o maior produtor mundial de cana-de-açúcar, usina capaz de produzir etanol 30% mais barato do que o norte-americano, outra possibilidade seria uma parceria estratégica com o Brasil para a produção de etanol e de outros biocombustíveis na América do Norte. O acordo, segundo analistas, poderá ser uma provocação à Venezuela, que tem forte influência sobre a região no fornecimento de combustíveis. Membros do governo norte-americano, no entanto, negam este viés e dizem que qualquer acordo não teria nada a ver com o presidente venezuelano Hugo Chávez.

Brasil e EUA são hoje os maiores produtores mundiais de etanol, o combustível líquido renovável de maior sucesso no mundo. Juntos, os dois países produzem cerca de 34 bilhões de litros por ano e se preparam para mais do que dobrar a produção em uma década. Especialmente o Brasil é o maior exportador, com 40% do mercado.

No ano passado, o complexo sucroalcooleiro teve o melhor desempenho, com incremento de 243% nas vendas externas, seguido de carnes (170%) e café (143%). A expectativa do ministro da Agricultura, Luís Carlos Guedes Pinto, é de que o setor sucroalcooleiro se destaque outra vez em 2007, tendo em vista o atual cenário favorável ao açúcar e álcool combustível no mercado mundial. Em 2006, as vendas externas de açúcar somaram US$ 6,2 bilhões, incremento de 57,4% em relação a 2005. Os embarques de álcool alcançaram US$ 1,6 bilhão, contra US$ 765,5 milhões do período anterior. Mesmo com sobretaxa, grande parte do álcool exportado segue para os Estados Unidos, de maneira direta ou indireta (via América Central). De acordo com o assessor de Departamento da Cana-de-açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, Nilton Souza Vieira, “os Estados Unidos consomem 15 bilhões de litros por ano. Desse total, importam 1 bilhão. Com o aumento do percentual do álcool na gasolina de vários estados, a tendência é que o consumo cresça rapidamente”.

No ano passado, o Brasil vendeu diretamente para os norte-americanos 1,7 bilhão de litros, dos 17,5 bilhões de litros produzidos na safra 2006/07, segundo a União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica).

Atualmente, a legislação norte-americana permite uma mistura de 5,6% de álcool na gasolina, como é feito na Califórnia. Para atender a demanda, aquele país passou a produzir álcool de milho, mas ainda tem que importar uma boa quantidade do produto para suprir o consumo de 900 milhões de galões por ano. Há ainda um projeto tramitando no Congresso norte-americano para aumentar o uso obrigatório da mistura para os demais estados e elevar este percentual para 10%, o que deve gerar um consumo de 30 milhões de litros até 2012.

Outros temas - O etanol não será o único tema durante a visita do presidente Bush, no início de março. O governo brasileiro irá incluir na pauta seu interesse por uma vaga permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), de acordo com o Ministério das Relações Exteriores. Além do Conselho de Segurança e do etanol, o Itamaraty informa que entrarão na pauta a Rodada de Doha, o grupo do G8 e a governança global.



Fonte: DCI
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