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Energia Nuclear

Brasil quer parte do mercado da Índia

01/09/2008 | 04h43

O Grupo de Supridores Nucleares (NSG, na sigla em inglês) deverá aprovar no dia 5, em Viena, uma exceção para que seus 45 membros possam firmar acordos na área nuclear com a Índia. A medida vai desencadear uma super concorrência entre três potências nucleares - Estados Unidos, Rússia e França - pela construção e fornecimento de combustível para as usinas nucleares que a Índia planeja construir até 2020. Conjuntamente, esses reatores seriam capazes de gerar 20 mil megawatts de energia elétrica - quase duas Itaipu - e atender a cerca de 25% da demanda por eletricidade. O valor total do negócio é estimado em US$ 100 bilhões. Mas a tendência é que, nessa disputa, os Estados Unidos corram na lanterna.

 

Com um acordo de cooperação praticamente finalizado com a Índia, o governo brasileiro igualmente espera a decisão do NSG para iniciar sua parceria com a Índia na área nuclear e dar uma mordida nesse mercado. O acordo Brasil-Índa envolverá o projeto de construção de uma usina nuclear conjunta, que permitirá também a exportação de urânio enriquecido para os indianos, além do desenvolvimento da tecnologia nuclear aplicada à medicina, à agricultura e à indústria.

 

Especialistas brasileiros que acompanham o tema afirmam que o mercado indiano será estratégico para os países que atuam no desenvolvimento de reatores de potência - negócio que não envolve somente a construção e a instalação de maquinário, mas também o fornecimento corrente de combustível nuclear. No caso da Índia, essa questão é especialmente sensível. O país dispõe de grandes reservas de tório, mas não de urânio. O Brasil, que ambiciona tornar-se competitivo na exportação de urânio enriquecido, avalia que essa é uma brecha para o mercado.

 

A negociação dessa brecha nas regras da NSG tomou impulso com a aprovação pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), no dia 1º de agosto, de um acordo de salvaguardas com a Índia. Esse acordo significou a reintrodução da Índia no circuito dos negócios de tecnologia nuclear com fins pacíficos, a despeito de o país não ser membro do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP).



Fonte: Jornal do Commercio
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