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Energia alternativa

Brasil quer liderar rota de biocombustíveis avançados.

31/07/2014 | 09h36

 

Mais competitivo produtor de etanol do mundo, o Brasil lidera uma série de iniciativas de pesquisa e desenvolvimento sobre biocombustíveis que poderão representar um novo patamar de produtividade no cenário mundial de energia. O etanol celulósico, chamado de segunda geração e cujo processo de produção está baseado em enzimas e no uso de bagaço e palha para produção de combustível, será essencial para que o país possa acompanhar o aumento da demanda de combustíveis.
Em 2012, o país registrou um déficit de 4,6 bilhões de litros no etanol hidratado. Esse déficit poderá aumentar quase cinco vezes até o fim da década, diante do consumo em ascensão e de estagnação da produção atual por conta da política de combustíveis do governo, que tem evitado reajustes no preço da gasolina.
Um dos principais investimentos no mundo na nova rota tecnológica de produção de etanol de segunda geração está sendo feito no Brasil pela GranBio. A usina Bioflex 1, localizada em São Miguel dos Campos, em Alagoas, com capacidade para 82 milhões de litros anuais, está em fase de testes, que devem terminar em breve. A planta deve alcançar plena capacidade dentro de um ano, como previsto originalmente, afirma Alan Hiltner, vice-presidente Executivo da GranBio. A ideia é explorar tanto a demanda interna quanto externa do biocombustível.
A GranBio mantém o plano de investir R$ 4 bilhões em dez anos, o que contempla a construção e inauguração de dez plantas nesse período, entre usinas de segunda geração, unidades bioquímicas e biorrefinarias. “Temos a visão de produzir um bilhão de litros de etanol de segunda geração e um milhão de toneladas de açúcar para bioquímicos também nos próximos 10 anos”, diz Hiltner. “Isso será possível com a adoção de parcerias e modelos associativos com usinas de primeira geração, além de estrutura de capital dimensionada para cada projeto”, destaca. O executivo afirma que a localização das próximas plantas industriais e os investimentos ainda estão sendo definidos.
Os investimentos ocorrem pelas oportunidades existentes. “O potencial brasileiro na produção deste biocombustível é muito grande, principalmente porque aqui temos a fonte de biomassa mais competitiva do mundo, a cana-de-açúcar. Ao utilizar palha e bagaço como matéria-prima, ampliamos em aproximadamente 50% por hectare a capacidade atual da produção de etanol, sem a necessidade de ampliar a área planta de canavial. Com os avanços em tecnologia e acesso à biomassa dedicada ao açúcar de celulose, conseguiremos uma maior produção de etanol segunda geração. Assim, será possível dobrar a capacidade de produção em 20 a 30 anos”, diz.
Outra vertente de pesquisa está sendo conduzida pelo Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), iniciativa do Ministério de Ciência e Tecnologia e instalado em Campinas, que está analisando propostas de pesquisas a serem realizadas em sua Planta Piloto para Desenvolvimento de Processos, criada para estudos de escalonamento de tecnologias voltadas à produção de etanol celulósico e outros compostos a partir de biomassas. Ela possui seis diferentes módulos para testar experimentos, em escala semi-industrial, nas áreas de pré-tratamento, produção de enzimas, hidrólise de biomassa, fermentação alcoólica e bioprocessos em geral. A ideia é que processos possam ser concebidos em uma escala maior que em laboratórios menores e quase em escala pré-comercial, o que poderia reduzir o tempo de lançamento das inovações.
Comprometida com uma meta de crescimento neutro nas emissões de carbono até 2020 e em reduzir em 50% as emissões de dióxido de carbono sobre os níveis verificados em 2005 até 2050, a indústria de aviação mundial tem buscado o uso de combustíveis renováveis. Hoje o segmento responde por 2% das emissões de poluentes globais, fatia que pode crescer para 3% até 2030, segundo estudo da Fapesp e da Unicamp, lançado ano passado sobre o tema. Além do apelo sustentável, o uso de biocombustíveis reduziria o peso dos combustíveis fósseis nas planilhas de custo das aéreas, cujas despesas com compra de querosene de aviação chegam a representar 40% dos custos totais.
Exemplo nesse sentido é uma recente parceria firmada pela Gol e Amyris – companhia americana de biotecnologia que tem uma usina em Brotas, no interior paulista – para uso de um combustível renovável de aviação. A novidade poderá ser usada nos voos internacionais da empresa brasileira dos Estados Unidos para o Brasil. Pelo acordo, a Gol se compromete a usar uma mistura de até 10% do combustível renovável nas rotas em sua frota de Boeing 737.
Trata-se de uma mistura de bioquerosene, feita a partir de açúcares de biomassa, com querosene convencional, o farnesane, que, quando produzido sustentavelmente, pode reduzir em até 80% as emissões de poluentes globais em relação ao uso de outros combustíveis fósseis. Apoiada pela Boeing, pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e outros parceiros, a Amyris está trabalhando para trazer este novo combustível renovável para as companhias aéreas comerciais. Além de reduzir as emissões de gases do efeito estufa, estudos mostraram que o farnesane reduz as emissões de partículas em 3%, diminuindo a poluição perto de aeroportos e principais áreas metropolitanas. O combustível, feito no Brasil a partir da cana, pode ser até 30% mais eficiente no uso da terra em relação a outros combustíveis renováveis e pode ser até 70% mais eficiente.

Mais competitivo produtor de etanol do mundo, o Brasil lidera uma série de iniciativas de pesquisa e desenvolvimento sobre biocombustíveis que poderão representar um novo patamar de produtividade no cenário mundial de energia.

O etanol celulósico, chamado de segunda geração e cujo processo de produção está baseado em enzimas e no uso de bagaço e palha para produção de combustível, será essencial para que o país possa acompanhar o aumento da demanda de combustíveis.

Em 2012, o país registrou um déficit de 4,6 bilhões de litros no etanol hidratado. Esse déficit poderá aumentar quase cinco vezes até o fim da década, diante do consumo em ascensão e de estagnação da produção atual por conta da política de combustíveis do governo, que tem evitado reajustes no preço da gasolina.

Um dos principais investimentos no mundo na nova rota tecnológica de produção de etanol de segunda geração está sendo feito no Brasil pela GranBio. A usina Bioflex 1, localizada em São Miguel dos Campos, em Alagoas, com capacidade para 82 milhões de litros anuais, está em fase de testes, que devem terminar em breve. A planta deve alcançar plena capacidade dentro de um ano, como previsto originalmente, afirma Alan Hiltner, vice-presidente Executivo da GranBio. A ideia é explorar tanto a demanda interna quanto externa do biocombustível.

A GranBio mantém o plano de investir R$ 4 bilhões em dez anos, o que contempla a construção e inauguração de dez plantas nesse período, entre usinas de segunda geração, unidades bioquímicas e biorrefinarias. “Temos a visão de produzir um bilhão de litros de etanol de segunda geração e um milhão de toneladas de açúcar para bioquímicos também nos próximos 10 anos”, diz Hiltner. “Isso será possível com a adoção de parcerias e modelos associativos com usinas de primeira geração, além de estrutura de capital dimensionada para cada projeto”, destaca. O executivo afirma que a localização das próximas plantas industriais e os investimentos ainda estão sendo definidos.

Os investimentos ocorrem pelas oportunidades existentes. “O potencial brasileiro na produção deste biocombustível é muito grande, principalmente porque aqui temos a fonte de biomassa mais competitiva do mundo, a cana-de-açúcar. Ao utilizar palha e bagaço como matéria-prima, ampliamos em aproximadamente 50% por hectare a capacidade atual da produção de etanol, sem a necessidade de ampliar a área planta de canavial. Com os avanços em tecnologia e acesso à biomassa dedicada ao açúcar de celulose, conseguiremos uma maior produção de etanol segunda geração. Assim, será possível dobrar a capacidade de produção em 20 a 30 anos”, diz.

Outra vertente de pesquisa está sendo conduzida pelo Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), iniciativa do Ministério de Ciência e Tecnologia e instalado em Campinas, que está analisando propostas de pesquisas a serem realizadas em sua Planta Piloto para Desenvolvimento de Processos, criada para estudos de escalonamento de tecnologias voltadas à produção de etanol celulósico e outros compostos a partir de biomassas. Ela possui seis diferentes módulos para testar experimentos, em escala semi-industrial, nas áreas de pré-tratamento, produção de enzimas, hidrólise de biomassa, fermentação alcoólica e bioprocessos em geral. A ideia é que processos possam ser concebidos em uma escala maior que em laboratórios menores e quase em escala pré-comercial, o que poderia reduzir o tempo de lançamento das inovações.

Comprometida com uma meta de crescimento neutro nas emissões de carbono até 2020 e em reduzir em 50% as emissões de dióxido de carbono sobre os níveis verificados em 2005 até 2050, a indústria de aviação mundial tem buscado o uso de combustíveis renováveis. Hoje o segmento responde por 2% das emissões de poluentes globais, fatia que pode crescer para 3% até 2030, segundo estudo da Fapesp e da Unicamp, lançado ano passado sobre o tema. Além do apelo sustentável, o uso de biocombustíveis reduziria o peso dos combustíveis fósseis nas planilhas de custo das aéreas, cujas despesas com compra de querosene de aviação chegam a representar 40% dos custos totais.

Exemplo nesse sentido é uma recente parceria firmada pela Gol e Amyris – companhia americana de biotecnologia que tem uma usina em Brotas, no interior paulista – para uso de um combustível renovável de aviação. A novidade poderá ser usada nos voos internacionais da empresa brasileira dos Estados Unidos para o Brasil. Pelo acordo, a Gol se compromete a usar uma mistura de até 10% do combustível renovável nas rotas em sua frota de Boeing 737.

Trata-se de uma mistura de bioquerosene, feita a partir de açúcares de biomassa, com querosene convencional, o farnesane, que, quando produzido sustentavelmente, pode reduzir em até 80% as emissões de poluentes globais em relação ao uso de outros combustíveis fósseis. Apoiada pela Boeing, pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e outros parceiros, a Amyris está trabalhando para trazer este novo combustível renovável para as companhias aéreas comerciais. Além de reduzir as emissões de gases do efeito estufa, estudos mostraram que o farnesane reduz as emissões de partículas em 3%, diminuindo a poluição perto de aeroportos e principais áreas metropolitanas. O combustível, feito no Brasil a partir da cana, pode ser até 30% mais eficiente no uso da terra em relação a outros combustíveis renováveis e pode ser até 70% mais eficiente.



Fonte: Valor Online
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