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Meio ambiente

Brasil pode ser grande vendedor no mercado de carbono

07/12/2004 | 00h00

Com a adesão da Rússia ao Protocolo de Kyoto, a comercialização de créditos de carbono tende a aumentar internacionalmente e o Brasil, segundo especialistas, tem potencial para ser um dos grandes vendedores destes títulos. Ações neste sentido já começam a ser empreendidas. No dia 13 de dezembro, será realizado o Seminário "Mecanismos de Desenvolvimento Limpo, Energias Renováveis e Eficiência Energética", em São Paulo, e, até o fim de 2005, o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE) já deverá estar funcionando. 
O seminário é promovido pela Unidade de Monitoramento de Projetos Ambientais (Muep - sigla em inglês) do Instituto Italiano para Comércio Exterior (ICE), com apoio da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). O objetivo do evento de promover as fontes de energias renováveis e sustentáveis e os mecanismos de desenvolvimento limpo (MDL) com a possibilidade de viabilização de parcerias entre Brasil e Itália.
Para Diego Tomassini, coordenador do Muep, o Brasil está pronto para substituir as energias não renováveis pelas renováveis, graças aos inúmeros recursos energéticos disponíveis no país. "Um dos objetivos do seminário é viabilizar parcerias entre Brasil e Itália", diz Tomassini.
O MBRE é uma iniciativa da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) e funcionará como uma plataforma de negociação dos títulos emitidos por projetos que promovam a redução das emissões de gases causadores do efeito estufa.
O protocolo de Kyoto estabeleceu metas para que os países desenvolvidos reduzam suas emissões de gases poluentes em aproximadamente 5% em relação aos níveis de 1990. Para atender a estas metas, os países tem a alternativa de comprar créditos de projetos de MDL de países que não têm compromisso de redução. Países em desenvolvimento, como o Brasil, não tem compromisso de reduzir suas emissões, mas ao desenvolverem projetos que permitam essa redução, podem vender os créditos a países mais emissores.



Fonte: Redação com agênc
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