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Economia

Brasil pode ampliar exportações com crise política nos países do Oriente Médio

23/02/2011 | 09h56
Grande exportador para países do Oriente Médio, o Brasil pode ampliar ainda mais as vendas com a crise na região se se mantiver neutro. A opinião é do vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto Castro.


“Se o Brasil se mantiver neutro, pode tirar proveito dessa situação. Hoje, um grande fornecedor do Oriente Médio são os Estados Unidos, o Brasil é um país de compra alternativa. Com a crise, podemos aumentar e até ultrapassar os Estados Unidos”, afirmou.


Para o Oriente Médio, o Brasil vende produtos como soja, carne bovina, frango, açúcar, suco de laranja, dentre outros. No ano passado, foram exportados mais de US$ 10 bilhões. A importação foi de US$ 4,6 bilhões. O saldo comercial foi de US$ 5,844 bilhões.


Segundo Castro, é importante que a presidenta Dilma Rousseff mantenha uma postura neutra, diferente da adotada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Se a Dilma não se intrometer em questões políticas entre os países será mais benéfico. No momento, quanto mais quietinho o Brasil ficar, será melhor”, aconselhou.


Após a posse do presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), hoje (22), o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel, disse que “espera que a crise não atinja a balança comercial entre os dois países [Brasil e Líbia]”.


Para o secretário executivo do MDIC, Alessandro Teixeira, ainda é muito cedo para fazer previsões. “Por enquanto, nas atuais estatísticas, [as manifestações] não impactaram [nas exportações para o Oriente Médio]. Mas a leitura maior disso só em alguns meses”, disse.
 

Para Teixeira, a situação no Egito é a mais preocupante, porque o país é um grande exportador de carnes e alimentos. No ano passado, o Egito exportou mais de US$ 1,967 trilhão. O país é forte consumidor de açúcar, carne bovina e minério de ferro. A balança comercial com o Brasil foi superavitária em US$ 1,798 trilhão no ano passado.


No caso da Líbia, onde a crise estourou há pouco tempo, a balança comercial é considerada pequena. “A pauta comercial com a Líbia é muito pequena, não deve afetar a balança”, afirmou Teixeira. O saldo comercial com a Líbia, em 2010, foi de US$ 355 milhões.


As exportações somaram mais de US$ 456 milhões. Entre os produtos exportados, o destaque é para o minério de ferro que corresponde a 52% do total do que é vendido pelo Brasil à Líbia. As vendas externas do minério de ferro somaram US$ 233 milhões no ano passado. Depois, o segundo item mais vendido pelo Brasil à Líbia é a carne bovina, cujas exportações atingiram US$ 57 milhões em 2010 e somaram 12,66% do embarque para o exterior.


O petróleo é o principal item da pauta de importações. O Brasil comprou US$ 81 milhões de petróleo da Líbia no ano passado, o que corresponde a 80,81% do total de importação. Mesmo com a quantia significativa, houve redução de 89,84% do total comprado em 2009.


Segundo o secretário executivo, os dois mercados centrais para o comércio brasileiro são “a Arábia Saudita e os Emirados Árabes, além do Irã que se mantém tranquilo, não teve nenhum impacto. Não acredito que vá afetar fortemente a nossa balança [a crise no Oriente Médio]”. Quanto ao aumento do preço do barril de petróleo após a crise, Teixeira disse que o “MDIC vai prestar atenção nessa situação, mas ainda é muito cedo para falar da instabilidade do preço do petróleo”.


Fonte: Agência Brasil
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