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Energia solar

Brasil e Noruega vão colaborar em pesquisas sobre energia solar

24/11/2017 | 18h49
Brasil e Noruega vão colaborar em pesquisas sobre energia solar
Divulgação Divulgação

A colaboração entre pesquisadores brasileiros e noruegueses deve impulsionar novas ações e estratégias em energia solar nos dois países. Foi o que mostrou o 1º Workshop de Energia Solar Brasil-Noruega, realizado no auditório da Fapesp, ação inicial do acordo de cooperação entre a FAPESP e o Conselho de Pesquisa da Noruega (RCN).

“A colaboração com o Brasil nos ajuda a avançar nos desafios globais e aumenta a nossa capacidade e qualidade de pesquisa”, disse Rune Andersen, conselheiro para Ciência e Tecnologia do RCN.

Andersen contou que a Noruega dispõe de dois tipos de financiamento de pesquisa em energia, os programas INPART e UTFORSK. Ambos não têm restrição para apoiar participações internacionais, inclusive de brasileiros. “No ano passado, foram financiados € 9 milhões em pesquisa energética”, disse.

A expectativa é que, com o acordo assinado por Fapesp e RCN, sejam lançadas chamadas de propostas de pesquisas e realizados mais workshops para que haja maior integração entre cientistas dos dois países.

No primeiro workshop, ficou claro que a complementaridade será a palavra-chave na parceria. Brasil e Noruega são grandes produtores de petróleo, gás natural e têm a matriz energética baseada em hidrelétricas. No entanto, enquanto a Noruega exporta o excedente energético das hidrelétricas para países vizinhos e aposta na energia solar para o uso residencial, o Brasil busca usar seu alto potencial solar para aumentar a resiliência e redundância da matriz energética que enfrenta crescimento de demanda e períodos de seca.

“A energia solar até há pouco tempo era considerada coisa do futuro, só que o futuro chegou, mas o Brasil está atrasado em relação aos outros países. Temos um potencial enorme, principalmente no chamado cinturão solar, região que vai do Nordeste até o Sudoeste do país, pegando sobretudo Bahia e Minas Gerais e inclusive São Paulo”, disse Enio Pereira, coordenador do Laboratório de Modelagem e Estudos de Recursos Renováveis de Energia do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Pereira afirma que, embora o investimento em energia solar ainda seja pequeno no Brasil, a fonte renovável está crescendo rapidamente na matriz energética brasileira.

De acordo com dados apresentados em sua palestra, o incremento da energia solar no Brasil foi superior a 300% nos últimos dois anos. É, portanto, a energia cujo uso mais cresce, embora ocupe apenas 0,02% da matriz energética do país.

“A complementaridade das energias é uma questão muito importante e ainda precisa ser melhor explorada. Por causa da crise hídrica, grande parte da energia está sendo suprida por termoelétricas, que são grandes poluidoras e têm alto custo energético. No entanto, onde há seca, há pouca nuvem. Então, há mais insolação exatamente quando a água para alimentar as hidrelétricas é escassa”, disse Pereira.



Fonte: Redação/Assessoria Fapesp
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