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Iniciativa

Brasil e EUA criam novas métricas para medir a competitividade dos países

15/04/2014 | 10h42

 

Brasil e EUA criam novas métricas para medir a competitividade dos países
 
Projeto desenvolvido por ABDI e CoC, com apoio do MBC, USP e Ipea, será apresentado no próximo dia 17, na capital paulista
 
Brasília, 15/04/14 – Caráter conjuntural, ausência de dados sobre novas estruturas produtivas e peso expressivo de pesquisas de opinião. Essas são algumas das principais críticas de especialistas do Brasil e Estados Unidos aos indicadores de competitividade que baseiam os tradicionais rankings divulgados atualmente. Com metodologias de levantamento consideradas questionáveis, os famosos índices internacionais sobre o tema apresentariam fraca relação com o desenvolvimento e o crescimento efetivamente observados nos países.
 
Entidades brasileiras e norte-americanas ligadas ao governo, à academia e à indústria dos dois países entendem que, embora gerem grande repercussão na mídia, os rankings atuais não contribuem efetivamente para a construção de políticas públicas. Por isso, liderado pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o US Council on Competitiveness (CoC) – entidade dedicada a fortalecer a competitividade dos Estados Unidos –, um grupo de especialistas se uniu para criar o Decodificador de Competitividade, novo sistema de visualização de métricas online que será apresentado no dia 17 de abril, em evento do Observatório da Inovação e Competitividade da Universidade de São Paulo (OIC/USP), na capital paulista.
 
O encontro será transmitido ao vivo na internet, através do link www.iea.usp.br/aovivo. Além de ABDI e CoC, participam do projeto representantes do Movimento Brasil Competitivo (MBC), da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O trabalho ocorre no âmbito da Federação Global de Conselhos de Competitividade (GFCC, da sigla em inglês), rede de líderes de conselhos de competitividade que visa promover o diálogo sobre o tema e que aprovou a proposta apresentada por Brasil e EUA. “O Decodificador de Competitividade já está implementado em fase piloto, reunindo uma série de 12 anos de 164 indicadores de 65 países diferentes. Os dados estão distribuídos de forma inédita, em oito dimensões: desempenho geral da economia, complexidade econômica, infraestrutura, capital, talento, inovação, qualidade de vida e crescimento futuro”, explica o gerente de Análise e Projetos Estratégicos da ABDI, Roberto Alvarez.
 
Para chegar ao atual modelo, o grupo debateu conceitos de competitividade e formas de mensurá-la. “A próxima etapa é a apresentação do Decodificador em foros de competitividade no Brasil e no exterior ao longo de 2014, até seu lançamento oficial pela GFCC, no fim do ano, em encontro na Rússia”, antecipa o assessor especial da ABDI Guilherme Amaral. “Com essa ferramenta, teremos dados de utilidade real, que contribuam de fato, por exemplo, para decisões de investimento”, completa.
 
A ferramenta
 
Além da utilização exclusiva de dados oficiais, objetivos e comparáveis internacionalmente, o Decodificador de Competitividade tem como diferencial o agrupamento dos países de acordo com seus indicadores em diversos temas, dentro das oito dimensões que baseiam o projeto. Para cada uma delas, há ainda uma série de indicadores específicos aos quais é possível dar pesos diferentes a cada consulta, dependendo do cenário que se deseja observar. Dessa forma, nos rankings gerados pela ferramenta, a posição de cada país varia de acordo com o foco da pesquisa – o que não ocorre nos resultados apresentados pelos rankings tradicionais.
 
Os indicadores de infraestrutura, por exemplo, buscam identificar a estrutura física que as empresas têm a sua disposição no processo produtivo, para definir o custo de produção e atender aos mercados locais e globais. Eles se relacionam a infraestruturas tradicionais – também chamadas de infraestruturas do século 20 –, como energia, ferrovias, estradas e portos, além de infraestruturas consideradas como a base da competitividade do século 21, relacionadas ao acesso às redes de banda larga e tecnologias da informação, como redes elétricas inteligentes (smart grids) e cidades inteligentes (smart cities). Formatação similar se aplica às outras sete dimensões do Decodificador.
 
“Nossa meta foi criar um instrumento robusto, baseado em dados oficiais, que permita a análise dos elementos centrais para a competitividade de cada país”, detalha o professor-titular do Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica e coordenador do Observatório da Inovação e Competitividade da USP, Mário Salerno. De acordo com ele, indicadores mais sintéticos, como são os dos índices atuais, tendem a ser superdimensionados. “Nesses casos, o indicador, que deveria ser apenas a medida operacional do conceito, acaba ocupando o lugar do conceito”.Brasília, 15/04/14 – Caráter conjuntural, ausência de dados sobre novas estruturas produtivas e peso expressivo de pesquisas de opinião. Essas são algumas das principais críticas de especialistas do Brasil e Estados Unidos aos indicadores de competitividade que baseiam os tradicionais rankings divulgados atualmente. Com metodologias de levantamento consideradas questionáveis, os famosos índices internacionais sobre o tema apresentariam fraca relação com o desenvolvimento e o crescimento efetivamente observados nos países.

 

Caráter conjuntural, ausência de dados sobre novas estruturas produtivas e peso expressivo de pesquisas de opinião. Essas são algumas das principais críticas de especialistas do Brasil e Estados Unidos aos indicadores de competitividade que baseiam os tradicionais rankings divulgados atualmente. Com metodologias de levantamento consideradas questionáveis, os famosos índices internacionais sobre o tema apresentariam fraca relação com o desenvolvimento e o crescimento efetivamente observados nos países.

Entidades brasileiras e norte-americanas ligadas ao governo, à academia e à indústria dos dois países entendem que, embora gerem grande repercussão na mídia, os rankings atuais não contribuem efetivamente para a construção de políticas públicas. Por isso, liderado pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o US Council on Competitiveness (CoC) – entidade dedicada a fortalecer a competitividade dos Estados Unidos –, um grupo de especialistas se uniu para criar o Decodificador de Competitividade, novo sistema de visualização de métricas online que será apresentado no dia 17 de abril, em evento do Observatório da Inovação e Competitividade da Universidade de São Paulo (OIC/USP), na capital paulista.

Além de ABDI e CoC, participam do projeto representantes do Movimento Brasil Competitivo (MBC), da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O trabalho ocorre no âmbito da Federação Global de Conselhos de Competitividade (GFCC, da sigla em inglês), rede de líderes de conselhos de competitividade que visa promover o diálogo sobre o tema e que aprovou a proposta apresentada por Brasil e EUA. “O Decodificador de Competitividade já está implementado em fase piloto, reunindo uma série de 12 anos de 164 indicadores de 65 países diferentes. Os dados estão distribuídos de forma inédita, em oito dimensões: desempenho geral da economia, complexidade econômica, infraestrutura, capital, talento, inovação, qualidade de vida e crescimento futuro”, explica o gerente de Análise e Projetos Estratégicos da ABDI, Roberto Alvarez.

Para chegar ao atual modelo, o grupo debateu conceitos de competitividade e formas de mensurá-la. “A próxima etapa é a apresentação do Decodificador em foros de competitividade no Brasil e no exterior ao longo de 2014, até seu lançamento oficial pela GFCC, no fim do ano, em encontro na Rússia”, antecipa o assessor especial da ABDI Guilherme Amaral. “Com essa ferramenta, teremos dados de utilidade real, que contribuam de fato, por exemplo, para decisões de investimento”, completa.

A ferramenta

Além da utilização exclusiva de dados oficiais, objetivos e comparáveis internacionalmente, o Decodificador de Competitividade tem como diferencial o agrupamento dos países de acordo com seus indicadores em diversos temas, dentro das oito dimensões que baseiam o projeto. Para cada uma delas, há ainda uma série de indicadores específicos aos quais é possível dar pesos diferentes a cada consulta, dependendo do cenário que se deseja observar. Dessa forma, nos rankings gerados pela ferramenta, a posição de cada país varia de acordo com o foco da pesquisa – o que não ocorre nos resultados apresentados pelos rankings tradicionais.

Os indicadores de infraestrutura, por exemplo, buscam identificar a estrutura física que as empresas têm a sua disposição no processo produtivo, para definir o custo de produção e atender aos mercados locais e globais. Eles se relacionam a infraestruturas tradicionais – também chamadas de infraestruturas do século 20 –, como energia, ferrovias, estradas e portos, além de infraestruturas consideradas como a base da competitividade do século 21, relacionadas ao acesso às redes de banda larga e tecnologias da informação, como redes elétricas inteligentes (smart grids) e cidades inteligentes (smart cities). Formatação similar se aplica às outras sete dimensões do Decodificador.

“Nossa meta foi criar um instrumento robusto, baseado em dados oficiais, que permita a análise dos elementos centrais para a competitividade de cada país”, detalha o professor-titular do Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica e coordenador do Observatório da Inovação e Competitividade da USP, Mário Salerno. De acordo com ele, indicadores mais sintéticos, como são os dos índices atuais, tendem a ser superdimensionados. “Nesses casos, o indicador, que deveria ser apenas a medida operacional do conceito, acaba ocupando o lugar do conceito”.

 



Fonte: Redação TN/ Ascom ABDI
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