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Empresas

Brasil é estratégico para fabricante de equipamento eólico

22/03/2011 | 10h11
Os cerca de dois mil megawatts de capacidade de geração de energia eólica que devem ser instalados no Brasil por ano atraíram tantos fabricantes mundiais de equipamentos ao país que, apesar de as hidrelétricas ainda dominarem a matriz e leilões de energia brasileiros, os fornecedores de aerogeradores já são em maior número do que os de turbinas hidrelétricas.
 
 
Uma dezena desses fabricantes disputa acirradamente o mercado brasileiro, que somente com os leilões promovidos nos últimos dez anos deve movimentar aproximadamente R$ 10 bilhões em contratos de fornecimento de equipamentos.
 

Os olhos se voltaram ao país principalmente depois que a crise mundial reduziu os investimentos na Europa e nos Estados Unidos. Mas esses países começam a se recuperar e até 2015 a capacidade instalada no mundo deve crescer em uma média de 18% segundo estatísticas da GWEC (Global Wind Energy Council) e em menos de cinco anos a capacidade mundial de energia eólica mais que vai dobrar de tamanho, chegando a 450 gigawatts (GW).
 

Tradicionais fornecedores de equipamentos para todos os tipos de geração de energia estão chegando atrasados neste setor, dominado hoje pelos dinamarqueses da Vestas, os alemães da Wobben e os indianos da Suzlon. É o caso da gigante Alstom , que é hoje líder do mercado mundial de turbinas hidrelétricas e nucleares e é a segunda na fabricação de turbinas térmicas, mas está no setor eólico ocupando uma distante 11ª posição do ranking mundial. Para tentar se aproximar de seus concorrentes, a empresa francesa está construindo, neste ano, duas fábricas. Uma delas fica na Bahia, no Nordeste brasileiro - região que tem grande quantidade de projetos eólicos -, e outra no Sul dos Estados Unidos.
 

No Brasil, os contratos já firmados são para produzir turbinas capazes de gerar 95 megawatts (MW). O volume contratado na Alstom é muito pequeno levando em conta que o total de projetos leiloados desde 2009 chega próximo a 4.000 MW. Ao decidir instalar a fábrica no Brasil, a Alstom vislumbrou a oportunidade de ter contratos de 200 MW por ano. Mas não será fácil, em função da forte disputa que tem hoje com seus outros concorrentes no país.
 

"Vai ser difícil ter mercado para tanta gente", diz Marcos Costa, vice-presidente de energia da Alstom no Brasil. "A tendência é que aconteça como no setor hidrelétrico, em que houve uma consolidação entre os fabricantes, e com nossa tradição no setor nós teremos como manter mercado."
 

A maior fornecedora hoje dos parques que já estão instalados no Brasil e somam 1.000 MW é a Suzlon. A empresa não tem fábrica no país, mas já anunciou o interesse. A alemã Wobben é a mais antiga no Brasil, incentivada pelo programa de energias alternativas do governo (Proinfra), na década de 90. Além disso, a Siemens anunciou fábrica, a GE conquistou diversos contratos e já pensa em produzir aerogreradores no país e a argentina Impsa está ganhando mercado junto com a empresa do grupo que é investidor e que foi a maior vencedora dos leilões de energia. Os espanhóis da Gamesa também estão fortes, com contratos com a Iberdrola e Neoenergia. E até mesmo brasileiros, como a WEG, querem chegar competitivos neste mercado. A empresa nacional anunciou, recentemente, um investimento de R$ 33 milhões em parceria com um grupo espanhol.
 

A Espanha é tradicional neste setor, tem mais de 20 mil MW de capacidade instalada e, na Europa, só fica atrás da Alemanha. Foi lá que a Alstom, a exemplo do que fez agora a WEG, foi buscar a tecnologia de aerogeradores. Em 2007, os franceses adquiriram a empresa Ecotècnia e suas três fábricas naquele país. O dono da empresa, Miguel Cabré, é hoje o diretor da área no grupo francês. O vice-presidente de hidrelétricas e aerogeradores da empresa, Philippe Couchet, diz que apesar de a empresa estar atrás no ranking mundial aposta que o fato de ser uma empresa global e de estar construindo duas fábricas lhe dará competitividade neste setor.
 

De acordo com Couchet, um dos focos mundial da companhia na parte de energia eólica será a offshore, em que turbinas são instaladas no meio do mar. A expectativa é de que até 2020 cerca de 50 GW sejam instalados na Europa, apesar de ser uma energia mais cara do que a eólica em terra. Ela custa cerca de € 115 por MWh ante os € 60 e € 70 por MWh da eólica tradicional. Nesse segmento, a Alstom é líder de mercado e, junto com a Siemens, é hoje quem pode fornecer integradamente a transmissão para a energia eólica produzida no mar.


Fonte: Valor Econômico
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