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Combustíveis

BR completa fusão com ativos da Agip Liquigás

24/05/2005 | 00h00

Nove meses depois de comprar a rede de postos de combustível e a distribuidora de gás (GLP) da italiana Agip por US$ 450 milhões, a BR Distribuidora, do grupo Petrobras, encerrou o processo de reestruturação dessas empresas. Os ativos de lubrificantes e combustíveis foram absorvidos pela compradora, enquanto os ativos de GLP (incluindo o gás de cozinha vendido em botijões) permanecem na Liquigás, que se tornou uma subsidiária integral da BR.
Os cerca de 234 funcionários da Agip Liquigás que trabalhavam nas áreas de combustíveis e lubrificantes foram cedidos à controladora BR Distribuidora. Com isso, o número de funcionários da distribuidora aumentou de 3.100 para 3.304.
Já a fábrica de lubrificantes da Agip em Iperó (SP), que produzia 20 mil metros cúbicos por mês, será fechada. A produção será deslocada para a fábrica da BR em Duque de Caxias (RJ), que tinha capacidade ociosa de 30 mil metros cúbicos, o que trará economia de custos. "Também paramos de produzir a linha de lubrificantes Agip e substituímos pela marca Lubrax", explica o presidente da BR, Rodolfo Landim.
Já a rede de 1.540 postos de serviços dos italianos, que veio com as marcas Shell, Agip, Companhia São Paulo e Ipê, terá suas bandeiras mudadas em um prazo máximo de três anos. Landim explica que isso é mais demorado porque, em alguns casos, a mudança da marca envolve renegociação dos contratos com os fornecedores. Para cuidar exclusivamente da nova rede de postos, a BR criou uma gerência de automotivos, a quinta da empresa.
Com a fusão da rede de postos, a receita da BR saltou na comparação entre o primeiro trimestre de 2005 e o mesmo período de 2004. Entre janeiro e março de 2005 o faturamento bruto foi de R$ 10,3 bilhões, com crescimento de 36% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. O lucro bruto, de R$ 773 milhões, foi 28% maior, enquanto o lucro líquido, de R$ 148 milhões, aumentou 23% em relação ao primeiro trimestre de 2004. Em todo o ano passado o lucro da BR foi de R$ 634 milhões.
O negócio de GLP comprado do grupo italiano permanece separado, em uma companhia com cerca de 3 mil funcionários que foram incorporados ao sistema Petrobras, controlada integralmente pela BR, que por sua vez é subsidiária integral da Petrobras.
"Deixamos o negócio de GLP com seus com custos isolados e suprimento separado no primeiro momento para dar mais conforto à concorrência, que temia que a BR colocasse produtos mais baratos e ganhasse mercado. Queremos mostrar que nunca fizemos isso e não é agora que vamos começar", explica Landim.
Com a retirada dos postos, o efeito sobre os resultados foi o inverso ao da BR. Sem o negócio de combustíveis, que era responsável por cerca de 50% do resultado, o faturamento operacional bruto da Liquigás foi de R$ 666 milhões no primeiro trimestre de 2005, comparado a R$ 1,398 bilhão no primeiro trimestre do ano passado, e a receita operacional líquida caiu 54% , de R$ 1,334 bilhão para R$ 607 milhões.
Apesar de mantida, a logomarca Liquigás, que tem tradição no mercado brasileiro, foi redesenhada será lançada no início de agosto. Sai o cachorro de seis patas da marca italiana e entra o que parece um sol ou uma chama estilizada nas cores verde e amarela, da Petrobras.
Landim diz que já concluiu o plano estratégico da Liquigás, apesar de não entrar em detalhes sobre eles. O que o mercado já conhece é que a participação, antes insignificante, da BR no segmento de GLP, do qual detinha apenas 0,3%, aumentou para 21,3% . E este ano a participação da estatal já cresceu mais 0,2%, ainda que ela permaneça atrás dos grupos Ultra e SHV, que ocupam o primeiro e segundo lugar, respectivamente.
Em sua primeira entrevista para falar sobre a entrada da BR no GLP, o executivo fez questão de negar os crescentes rumores sobre sua volta para a Petrobras, onde iria ocupar a diretoria de exploração e produção.
"Isso não tem cabimento. Vou ficar por aqui. Tenho uma missão para cumprir nesta companhia e vou até o fim", frisou Landim, se dizendo cansado de ler notícias como essa e preocupado com a repercussão junto aos funcionários.
Ele se mostrou animado com a administração da BR e nem a queda das vendas de combustíveis no primeiro trimestre o desanimou. As vendas de óleo combustível caíram 8,2% nos primeiros três meses do ano, enquanto as de óleo diesel cresceram 1,2% e a gasolina 2,5%. Os dados foram piores em abril, quando o consumo de gasolina no Brasil caiu 7,8%. Landim atribui essa redução a tipicidades de início do ano e aos reflexos da seca no Sul e Centro-Oeste.
O executivo mostra que não perdeu o estilo de negociador duro ao confirmar que negou pedido dos novos administradores da Varig para dobrar o crédito para compra de combustíveis feito pelo novo conselho de administração da aérea.
A Varig tem crédito para compra de combustíveis equivalentes a 10 dias de consumo (R$ 40 milhões) e queria dobrar o prazo para 20 dias. Landim explicou que a BR só poderia aceitar a extensão do prazo se a Varig aumentasse as garantias. A aérea tem ainda uma dívida de R$ 62 milhões com a BR, que vem sendo paga mensalmente.



Fonte: Valor Econômico
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