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Negócios

BP prepara a venda do campo de Polvo

24/08/2012 | 10h14

 

Sem a oferta de blocos exploratórios pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) há quatro anos, o mercado de óleo e gás no Brasil está sendo movimentado pela venda de participações acionárias em áreas de exploração e produção no Brasil. Enquanto a Vale está vendendo fatias em blocos em fases distintas de exploração, a BP colocou à venda um campo em produção. A britânica vai vender sua participação de 60% no campo de Polvo, na Bacia de Campos, onde são produzidos atualmente 16,3 mil barris equivalentes de óleo e gás por dia, segundo dados da ANP de junho. Já no dia 3 de setembro se encerra o prazo estabelecido pela Vale para entrega de propostas por suas participações em 18 blocos.
O negócio envolvendo Polvo pode ser o primeiro em que se tem a oferta de um campo de petróleo já em produção no Brasil. A única operação similar no país foi concretizada em maio de 2010, com a venda de 40% do campo Peregrino, da Statoil, para a chinesa Sinochem por US$ 3,1 bilhões. Mas nesse caso o campo só entrou em produção no ano seguinte, sendo que a operadora continuou a mesma.
No caso de Polvo, como a BP é a operadora o comprador terá de ter, pelo menos, licença de operador B (para operar em águas rasas) junto à ANP. A produção nesse campo, que começou em 2007, é feita por meio de uma plataforma fixa simples e outra flutuante (FPSO) instaladas em águas rasas, a uma distância aproximada de 110 metros do solo marinho. Polvo também é um campo complicado, com óleo de 19 graus na escala do Instituto Americano de Petróleo (API em inglês).
Procurada, a BP respondeu apenas que não confirma a informação. Contudo, depois de um período em que o negócio foi mantido em sigilo, o "Valor" apurou que já foi assinado um "plano de retenção" com os funcionários que trabalham diretamente em atividades relacionadas com Polvo. Um data-room para os interessados deve ser aberto em breve.
Polvo começou a produzir em 2007 e tem ainda participação da dinamarquesa Maersk Oil, com 40%. O campo faz parte de um conjunto de ativos que a BP comprou da Devon em 2010. O negócio, de US$ 7 bilhões, envolvia ainda dez blocos de exploração bacias de Campos, Camamu Almada, Barreirinhas. As outras áreas da BP não estão à venda. No pacote vieram participações em blocos já com descobertas, inclusive no pré-sal como Wahoo (próximo do Parque das Baleias), Itaipu (na parte sul da bacia de Campos) e 17,6% do campo Xerelete.
Xerelete, na bacia de Campos, está em fase de desenvolvimento da produção e teve a operação transferida da Petrobras para a petroleira francesa Total. Financiar o início da produção desses projetos pode ser uma das razões da decisão de vender Polvo.
A BP também viu seus custos de produção aumentarem depois do acidente em Macondo, no Golfo do México, do qual ela era operadora. Depois desse acidente, o maior da história da indústria do petróleo, a ANP demorou a aprovar a compra pela BP de ativos no Brasil. Segundo fontes a par do assunto, a avaliação da BP é de que esse ativo é menor do que ela gostaria (as reservas eram estimadas em 50 milhões de barris recuperáveis quando entrou em operação).
Outra fonte ouvida pelo "Valor" explicou que o reservatório de Polvo fica em uma área geologicamente "complicada" e que requer certa complexidade na operação. É uma das razões que torna ainda mais difícil prever o valor desse campo.
Nessa indústria, negociações desse tipo consideram não apenas a produção e os custos pelos equipamentos como plataformas, sistemas de geração e bombeio de petróleo do fundo do mar para a superfície, mas também o tamanho das reservas que o campo ainda tem e o interesse estratégico do comprador de ter essa área. Tendo em vista esses dois componentes, é possível calcular a vida útil do reservatório tendo como base uma estimativa para o preço do petróleo no futuro.
Grosso modo, cada barril de petróleo de uma área em produção vale entre US$ 15 e US$ 20. Considerando essa conta, no caso de Polvo, que produz 16,3 mil, o valor equivaleria a algo entre US$ 245 milhões e US$ 326 milhões. Como a BP tem 60%, o preço do petróleo à qual tem direito varia entre US$ 147 milhões e US$ 196 milhões. Mas como foi dito antes, essa é apenas uma parte da equação. Quando a Sinochem pagou US$ 3,1 bilhões para comprar 40% de Peregrino, que também fica na Bacia de Campos e produz óleo pesado, o valor foi considerado muito elevado pelo mercado. Outro exemplo é a Anadarko, que desistiu de vender ativos no Brasil depois de não ter encontrado comprador que pagasse os mais de US$ 3 bilhões que ela queria.
"O valor nesse tipo de negociação não é fácil de prever. Vale quanto o comprador está disposto a pagar pelo ativo e quanto o vendedor aceita para sair", disse um experiente executivo da indústria.
A oferta de áreas no Brasil vem movimentando empresas que gostariam de entrar no país ou aumentar sua presença no setor. O "Valor" apurou que empresas de diversas nacionalidades como colombiana Ecopetrol, a malaia Petronas, a norueguesa Statoil, a Total e a OGX são algumas das que visitaram o data room da Vale para avaliação dos ativos de exploração da Vale Exploração e Produção de Gás Natural. Procurada, a mineradora não comenta o assunto. Uma fonte a par do negócio informou que até agora tudo indica que os ativos serão vendidos separadamente e não em um pacote fechado.
No começo do ano a Vale deu início ao processo de venda de participações acionárias em 18 blocos nas bacias de Santos, Espírito Santo, Parnaíba e Pará-Maranhão, esses últimos em terra. A empresa tem fatias de no máximo 30% e não opera nenhuma das áreas. Nesses blocos ela tem como sócias a Petrobras, Repsol Sinopec, BP, Ecopetrol e Woodside. A decisão de sair da exploração e produção de óleo e gás é uma guinada em direção contrária à iniciativa defendida na gestão de Roger Agnelli, cujo objetivo era garantir o suprimento principalmente de gás para atender o consumo de energia da companhia.

Sem a oferta de blocos exploratórios pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) há quatro anos, o mercado de óleo e gás no Brasil está sendo movimentado pela venda de participações acionárias em áreas de exploração e produção no Brasil. Enquanto a Vale está vendendo fatias em blocos em fases distintas de exploração, a BP colocou à venda um campo em produção. A britânica vai vender sua participação de 60% no campo de Polvo, na Bacia de Campos, onde são produzidos atualmente 16,3 mil barris equivalentes de óleo e gás por dia, segundo dados da ANP de junho. Já no dia 3 de setembro se encerra o prazo estabelecido pela Vale para entrega de propostas por suas participações em 18 blocos.


O negócio envolvendo Polvo pode ser o primeiro em que se tem a oferta de um campo de petróleo já em produção no Brasil. A única operação similar no país foi concretizada em maio de 2010, com a venda de 40% do campo Peregrino, da Statoil, para a chinesa Sinochem por US$ 3,1 bilhões. Mas nesse caso o campo só entrou em produção no ano seguinte, sendo que a operadora continuou a mesma.


No caso de Polvo, como a BP é a operadora o comprador terá de ter, pelo menos, licença de operador B (para operar em águas rasas) junto à ANP. A produção nesse campo, que começou em 2007, é feita por meio de uma plataforma fixa simples e outra flutuante (FPSO) instaladas em águas rasas, a uma distância aproximada de 110 metros do solo marinho. Polvo também é um campo complicado, com óleo de 19 graus na escala do Instituto Americano de Petróleo (API em inglês).


Procurada, a BP respondeu apenas que não confirma a informação. Contudo, depois de um período em que o negócio foi mantido em sigilo, o "Valor" apurou que já foi assinado um "plano de retenção" com os funcionários que trabalham diretamente em atividades relacionadas com Polvo. Um data-room para os interessados deve ser aberto em breve.


Polvo começou a produzir em 2007 e tem ainda participação da dinamarquesa Maersk Oil, com 40%. O campo faz parte de um conjunto de ativos que a BP comprou da Devon em 2010. O negócio, de US$ 7 bilhões, envolvia ainda dez blocos de exploração bacias de Campos, Camamu Almada, Barreirinhas. As outras áreas da BP não estão à venda. No pacote vieram participações em blocos já com descobertas, inclusive no pré-sal como Wahoo (próximo do Parque das Baleias), Itaipu (na parte sul da bacia de Campos) e 17,6% do campo Xerelete.


Xerelete, na bacia de Campos, está em fase de desenvolvimento da produção e teve a operação transferida da Petrobras para a petroleira francesa Total. Financiar o início da produção desses projetos pode ser uma das razões da decisão de vender Polvo.


A BP também viu seus custos de produção aumentarem depois do acidente em Macondo, no Golfo do México, do qual ela era operadora. Depois desse acidente, o maior da história da indústria do petróleo, a ANP demorou a aprovar a compra pela BP de ativos no Brasil. Segundo fontes a par do assunto, a avaliação da BP é de que esse ativo é menor do que ela gostaria (as reservas eram estimadas em 50 milhões de barris recuperáveis quando entrou em operação).


Outra fonte ouvida pelo "Valor" explicou que o reservatório de Polvo fica em uma área geologicamente "complicada" e que requer certa complexidade na operação. É uma das razões que torna ainda mais difícil prever o valor desse campo.


Nessa indústria, negociações desse tipo consideram não apenas a produção e os custos pelos equipamentos como plataformas, sistemas de geração e bombeio de petróleo do fundo do mar para a superfície, mas também o tamanho das reservas que o campo ainda tem e o interesse estratégico do comprador de ter essa área. Tendo em vista esses dois componentes, é possível calcular a vida útil do reservatório tendo como base uma estimativa para o preço do petróleo no futuro.


Grosso modo, cada barril de petróleo de uma área em produção vale entre US$ 15 e US$ 20. Considerando essa conta, no caso de Polvo, que produz 16,3 mil, o valor equivaleria a algo entre US$ 245 milhões e US$ 326 milhões. Como a BP tem 60%, o preço do petróleo à qual tem direito varia entre US$ 147 milhões e US$ 196 milhões. Mas como foi dito antes, essa é apenas uma parte da equação. Quando a Sinochem pagou US$ 3,1 bilhões para comprar 40% de Peregrino, que também fica na Bacia de Campos e produz óleo pesado, o valor foi considerado muito elevado pelo mercado. Outro exemplo é a Anadarko, que desistiu de vender ativos no Brasil depois de não ter encontrado comprador que pagasse os mais de US$ 3 bilhões que ela queria.


"O valor nesse tipo de negociação não é fácil de prever. Vale quanto o comprador está disposto a pagar pelo ativo e quanto o vendedor aceita para sair", disse um experiente executivo da indústria.


A oferta de áreas no Brasil vem movimentando empresas que gostariam de entrar no país ou aumentar sua presença no setor. O "Valor" apurou que empresas de diversas nacionalidades como colombiana Ecopetrol, a malaia Petronas, a norueguesa Statoil, a Total e a OGX são algumas das que visitaram o data room da Vale para avaliação dos ativos de exploração da Vale Exploração e Produção de Gás Natural. Procurada, a mineradora não comenta o assunto. Uma fonte a par do negócio informou que até agora tudo indica que os ativos serão vendidos separadamente e não em um pacote fechado.


No começo do ano a Vale deu início ao processo de venda de participações acionárias em 18 blocos nas bacias de Santos, Espírito Santo, Parnaíba e Pará-Maranhão, esses últimos em terra. A empresa tem fatias de no máximo 30% e não opera nenhuma das áreas. Nesses blocos ela tem como sócias a Petrobras, Repsol Sinopec, BP, Ecopetrol e Woodside. A decisão de sair da exploração e produção de óleo e gás é uma guinada em direção contrária à iniciativa defendida na gestão de Roger Agnelli, cujo objetivo era garantir o suprimento principalmente de gás para atender o consumo de energia da companhia.

 



Fonte: Valor Econômico
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