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Golfo do México

BP aceita arcar com fundo de US 20 bilhões para indenizações

17/06/2010 | 09h26

Sob intensa pressão do presidente Barack Obama, a petrolífera britânica British Petroleum aceitou nesta quarta-feira criar um fundo de 20 bilhões de dólares para as indenizações relativas ao vazamento de petróleo no Golfo do México, além de cancelar o pagamento de dividendos a seus acionistas.

 

Obama anunciou a criação do fundo financeiro após se reunir por quatro horas na Casa Branca com executivos da empresa. Ele disse que o dinheiro vai se destinar a deixar a costa sul dos Estados Unidos "inteira outra vez" após o pior desastre ambiental da história do país iniciado há 58 dias.

 

O fundo será gerido de forma independente. Em nota com tom conciliador, o presidente da BP, Carl-Henric Svanberg, pediu desculpas à população norte-americana pelo acidente. "Agradeço-lhes pela paciência que vocês têm durante este momento difícil", afirmou.

 

Segundo Svanberg, o conselho de administração da BP concordou em não distribuir dividendos aos acionistas neste ano, e prometeu assegurar uma tramitação rápida e transparente dos pedidos de indenização.

Em outra nota, a BP disse que irá cortar três trimestres de dividendos, reduzir significativamente seus planos de investimentos e vender um patrimônio de 10 bilhões de dólares para completar o fundo de indenização.

A Casa Branca afirmou que provavelmente a BP não teria decidido criar esse fundo especial se não fosse pressionada.

Obama disse que o administrador do fundo será Kenneth Feinberg, que já havia sido responsável por supervisionar os bônus pagos a executivos de empresas que receberam ajuda federal por causa da crise financeira de 2008. Antes, ele havia supervisionado as indenizações a vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001.

O presidente norte-americano, criticado por setores da opinião pública pela suposta leniência do governo com a BP, exigiu a criação do fundo depois de ouvir de moradores da região afetada que o processo de indenização, tal qual estava sendo feito pela empresa, era demorado, complicado e resultava em pagamentos muito baixos.

Ele salientou que o valor instituído para o fundo não significa um limite para a responsabilidade civil da BP.

Ainda conforme Obama, a BP reservou 100 milhões de dólares para trabalhadores que tenham perdido seus empregos devido a uma suspensão de seis meses, ordenada pelo governo, nas atividades de prospecção de petróleo em alto mar.

BP "FORTE E VIÁVEL"

Obama disse que o governo vai continuar cobrando da responsabilidade da BP e de outros envolvidos. "A BP é uma empresa forte e viável, e é do interesse de todos nós que continue assim."

A BP representa uma grande parte dos investimentos feitos na Grã-Bretanha. Obama e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, conversaram no fim de semana sobre assuntos relativos ao vazamento.

As ações da BP oscilaram durante o pregão da Bolsa de Nova York. Chegaram a cair 5 por cento, antes de voltarem ao terreno positivo com a notícia do acordo sobre o fundo.

Saindo em defesa da empresa britânica, Cameron disse que a BP está disposta a pagar indenizações pelo acidente, mas vai se recusar a pagar prejuízos que tenham ocorrido muito longe do desastre.

O recém-empossado premiê está sob pressão da opinião pública para defender a BP, já que muitos britânicos acham que a empresa está sendo muito maltratada pelo governo Obama, causando prejuízos a fundos britânicos de pensões e a outros investidores.

"Embora seja importante que (a BP) pague indenizações razoáveis, e a BP pode aceitar isso, eles precisam de um nível de certeza, e essa é a preocupação da BP, de que não haverá reivindicações a três ou quatro vezes a distância do vazamento de óleo", disse Cameron à rádio BBC.

Enquanto executivos se reuniam com Obama na Casa Branca, técnicos da BP continuavam lutando contra o vazamento num poço de petróleo a 1.600 metros de profundidade.

A empresa acionou um segundo sistema de sifões para recolher o petróleo, com a intenção de elevar de 15 mil para 28 mil a capacidade diária de captura do material. Além disso, a empresa está escavando dois poços auxiliares com os quais irá resolver definitivamente o problema, mas eles só devem ficar prontos em agosto.

Na terça-feira, cientistas dos Estados Unidos elevaram em 50 por cento sua estimativa sobre a quantidade de petróleo que está vazando. Segundo eles, o volume está entre 35 e 60 mil barris por dia.

 

(Reportagem adicional de Matt Spetalnick, Caren Bohan, Patricia Zengerle e Alister Bull, em Washington; de Estelle Shirbon e Tom Bergin, em Londres; e de Kristen Hays, em Houston)

 



Fonte: Reuters/Brasil Online
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