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Energia Eólica

Bons ventos que sopram do sul

28/03/2016 | 13h59

O Plano Energético do Rio Grande do Sul foi apresentado no Palácio Piratini na semana passada. O plano foi desenvolvido no período de um ano pela Secretaria de Estado de Minas e Energia tem como objetivo servir de ferramenta para traçar as estratégias nessa área nos próximos anos. O secretário Lucas Redecker aposta que o Rio Grande será conhecido como um exportador de energia para as outras regiões do Brasil. Nós, de Bagé, tivemos uma participação concreta e efetiva no desenvolvimento do plano, contribuindo com propostas significativas nesse processo que aproveita as oportunidades para aumentar a geração de energia através de fontes como a eólica, hídrica, carvão, biomassa, gás e solar.

O Rio Grande do Sul elabora uma estratégia de presente e futuro. Existem obstáculos que precisam ser superados para atingir a meta, como as questões burocráticas e de custos com licenciamentos ambientais. No entanto, os potenciais de energia nos levam ao otimismo.

A força eólica em todo o Estado, por exemplo, levando-se em conta as medições até 100 metros de altura, tem potencial de 102 MW. E a nossa região, somando-se à Fronteira Oeste e Sul, compreende a maior parte dessa potência. Trata-se de uma alternativa de desenvolvimento para Bagé e região, importante no conjunto de ações que precisam ser efetivadas.

Imprescindível aproveitar essa grande oportunidade para mantermos os acadêmicos da área em nosso município, oferecendo condições para que, com seu conhecimento, explorem o que temos de melhor, e aqui está um dos maiores potenciais eólicos do RS sem receber atenção.

Também os Planos de Gestão de Resíduos Sólidos deverão incorporar prioridade a essas questões, analisando cuidadosamente os processos a serem adotados para minimizar os impactos ambientais, principalmente no que se refere à destinação dos resíduos com forte carga orgânica, como são os resíduos urbanos úmidos e os agrossilvipastoris. O biogás produzido pela degradação destes e outros resíduos pode ser convertido em uma forma de aproveitamento energético como eletricidade, vapor, combustível para caldeiras ou fogões, combustível veicular ou para abastecer gasodutos com gás de qualidade. Existem tecnologias em pequena e média escalas nesse sentido sendo aplicadas no país, principalmente na região sul.

Desta forma, sendo Bagé uma cidade carente de projetos que utilizem tecnologias limpas para a produção deenergia renovável, a sustentabilidade e o desenvolvimento econômico da região passam pela inclusão e o melhor aproveitamento dos recursos energéticos disponíveis.

Conseguir a inclusão de Bagé no Plano Energético Estadual deve ser comemorado. No ano passado, levei ao governo do Estado o estudo realizado com as potencialidades da região. E fomos contemplados com 41 demandas encaminhadas. E isso se deve à Universidade Federal do Pampa e à colaboração magistral de Cristian Becker e Manoel Machado, a quem só temos a agradecer.



Fonte: Folha do Sul Gaúcho - 28/03/2016
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