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América do Sul

Bolivianos ameaçam barrar envio de gás ao Brasil

02/02/2007 | 00h00

Uma greve cívica no povoado oriental de Camiri, que reivindica maior participação nos lucros da riqueza dos hidrocarbonetos, agravou-se. Nesta quinta-feira, grevistas ameaçaram tomar os campos de gás que abastecem o Brasil. Uma organização civil de Camiri exigiu que as filiais das petrolíferas Repsol (Espanha) e British Petroleum (Grã-Bretanha), que operam campos de gás, paralisem seus trabalhos até que o governo de Evo Morales conceda maiores lucros à região.

Caso não haja mudanças, eles ameaçam convocar moradores para fazer cumprir "à força as determinações da Assembléia do Povo Guarani". A advertência partiu do Comitê Cívico de Camiri, que controla desde segunda-feira uma estratégica estrada que une a Bolívia à Argentina. A Bolívia abastece o Brasil com uma média de 26 milhões de metros cúbicos de gás por dia, volume que atende a 50% das necessidades energéticas do Estado de São Paulo. O bloqueio de estradas também ameaça o fornecimento do mercado local de diesel, que a Bolívia importa da Argentina.

A ameaça ao fornecimento de gás para o Brasil provocou a reação do governo boliviano, que ordenou o envio da polícia para a área de conflito. Quase 500 motoristas, veículos de carga e passageiros permanecem parados há quatro dias no local. "Não permitiremos a tomada de campos petrolíferos. Não se pode atentar contra uma propriedade do Estado", enfatizou o porta-voz presidencial, Alex Contreras.

Os líderes de Camiri – reduto petrolífero a 1.200 km de La Paz – mantêm a greve, com a qual também pressionam outras populações da região do Grande Chaco, que abriga a maior parte da riqueza gasífera boliviana. O bloqueio de estradas provocou tensão nesta quinta-feira e a situação quase resultou em agressões entre transportadores que queriam passar pela estrada e os grevistas.

De acordo com o ministro dos Hidrocarbonetos, Carlos Villegas, líderes das populações de Yacuiba, Macharetí e Caraparí – que têm exigências similares – aceitaram dialogar com o governo e encontrar soluções para a crise. O comitê cívico de Camiri, no entanto, recusou-se a aderir a um acordo neste momento e manteve sua reivindicação de que a gerência de Pesquisa e Exploração da companhia estatal de petróleos (YPFB), prestes a ser reinaugurada e fortalecida financeiramente, seja instalada nesse povoado do oriente boliviano, segundo a agência oficial ABI.

Outra demanda da organização é a instalação de uma indústria de gás na desértica região do Chaco, zona fronteiriça com a Argentina, Paraguai e Brasil, e habitada em sua maioria por mestiços e índios guaranis. Esta região concentra as principais reservas de gás, estimadas em 48,7 trilhões de pés cúbicos (cerca de 1,55 bilhão de metros cúbicos), segundo dados oficiais que colocam a Bolívia como a segunda reserva mais importante da América do Sul, depois da Venezuela.



Fonte: France Press
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