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América do Sul

Bolívia diz que fixará novo preço para seu gás

02/02/2006 | 00h00

A Bolívia anunciou que vai fixar um aumento do preço do gás natural que exporta para seus dois principais clientes, Brasil e Argentina. E disse que espera também renegociar nos próximos seis meses seus contratos com as multinacionais que controlam a produção de gás.

O recém-empossado governo do presidente Evo Morales prometeu angariar mais com as reservas de gás natural da Bolívia, as maiores da América do Sul depois das da Venezuela.

Jorge Alvarado, presidente da estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales da Bolívia (YPFB), ficou responsável por fixar os novos preços do gás com os dois vizinhos, os quais pagam de US$ 3,18 a US$ 3,25 por mil pés cúbicos.

Segundo o Departamento de Energia americano, os preços do gás no mercado dos EUA são quase três vezes maiores.

"Estamos trabalhando na questão dos preços", disse Alvarado. "Até o final da semana, já teremos novos preços definidos, pelo menos no que diz respeito aos contratos com Argentina e Brasil."

Morales pretende reerguer a YPFB, empresa que passou a atuar apenas no nível burocrático depois de as reservas terem sido privatizadas, em meados dos anos 90. Estima-se que o governo vá precisar de ao menos US$ 600 milhões para fazer da YPFB uma empresa viável novamente. Não está claro ainda de onde esse dinheiro viria.

A China prometeu investir US$ 60 milhões e o Canadá US$ 50 milhões para a expansão dos serviços de gás no país, segundo prognósticos de Alvarado.

A Petrobras é a maior produtora de gás natural na Bolívia, seguida da hispano-argentina Repsol-YPF. Os grupos britânicos BG e BP, a francesa Total e a americana Exxon Mobil têm investimentos no país.

Morales nomeou Andrés Soliz Rada, um crítico do livre mercado, como ministro de Hidrocarbonetos. Isso sinaliza que o governo pretende ser duro nas negociações envolvendo a YPFB.

Alvarado disse que o governo amarrará todas as negociações de contratos com as empresas estrangeiras dentro de seis meses.

A Petrobras não quis fazer comentários sobre as negociações ou sobre eventual fixação de preços.



Fonte: Valor Econômico /ag
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