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América do Sul

Bolívia ainda no foco de investimentos

29/05/2006 | 00h00

Dramática, agressiva e acompanhada de discursos hostis aos investidores estrangeiros, a nacionalização dos campos de gás e dos investimentos no setor de hidrocarbonetos na Bolívia não vai tirar o país do radar dos investidores estrangeiros e eles devem voltar a atuar no país após absorvidas as mudanças, concordam especialistas em energia reunidos, na semana passada, pela Fundação Konrad Adenauer, em um encontro para debater o futuro das relações entre União Européia e América Latina. A iniciativa do governo Evo Morales deve, porém, atrasar investimentos no país, e terá conseqüências negativas para os consumidores do gás boliviano, como o Brasil.

"Nesse momento, creio que nem os bolivianos sabem como se farão os investimentos", ironiza o professor da UFRJ Adilson de Oliveira. Ele diz que, para os bolivianos, o maior desafio será estabelecer claras regras de jogo para os investimentos e para o fornecimento de gás.

A Petrobras já aceita, na Venezuela, operar como prestadora de serviço, nas condições atualmente exigidas pelo governo Morales, lembra o consultor do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) Georges Landau - que, no entanto, considera insultuosa a maneira como foi anunciada a nacionalização do gás boliviano, com envio de tropas às instalações da estatal brasileira. "Mas o adversário não é o Morales, é o [presidente da Venezuela, Hugo] Chávez", insiste.

Landau e Oliveira concordam que a nacionalização na Bolívia ocorre em meio a uma disputa entre a Petrobras e a estatal venezuelana PDVSA no mercado de petróleo e gás na América do Sul. O governo brasileiro tem de dar maior atenção a esse fato, alertam os economistas. Eles avaliam que, embora a estatal venezuelana seja bem maior, é a Petrobras, porém, quem está mais bem preparada tecnicamente para atuar nesse mercado. E lembram que será o Brasil, por muito tempo, o principal mercado consumidor do gás boliviano.

A seqüela mais imediata das mudanças na Bolívia virão mesmo para o Brasil, aponta Adilson Oliveira. O atual preço do gás, que chega a São Paulo custando pouco mais de US$ 5 por milhão de BTU (unidade de medida energética desse tipo de combustível), já está próximo ao "teto", acredita o professor da UFRJ. Um aumento que leve o gás boliviano a superar US$ 6 levaria os consumidores a outras fontes de energia. A alta do petróleo e a renegociação do gás da Bolívia aumentarão o custo das geradoras termoelétricas e deverão pressionar os leilões de energia no Brasil, conforme Oliveira.



Fonte: Valor Econômico
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