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Usinas

BNDES libera R$ 288 milhões para a São Martinho

22/12/2009 | 11h09

O grupo São Martinho concluiu a safra 2009/10 com duas boas notícias: a primeira é que a usina São Martinho, de Pradópolis (SP), apesar de toda a chuva, bateu novamente seu próprio recorde e encerrou ontem, às 22h, a moagem de 8,108 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, consolidando-se na posição de maior unidade processadora de cana do país e do mundo. A segunda foi a aprovação pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de um financiamento de R$ 288,6 milhões, que será usado no projeto de ampliação da capacidade de moagem da usina Boa Vista (Quirinópolis-GO), de 2,25 milhões para 3,4 milhões de toneladas de cana na safra 2011/12.

 

Fábio Venturelli, CEO do grupo, explica que a Boa Vista foi desenhada para atingir até 7 milhões de toneladas da capacidade de processamento. Foi inaugurada em setembro de 2008, nos doze meses seguintes recebeu investimentos de R$ 120 milhões mas, diante das incertezas quanto à dimensão da crise mundial, o grupo desacelerou o ritmo até que chegassem os recursos do BNDES.

 

A Boa Vista era 90% da São Martinho e 10% da Mitsubishi Corporation, composição acionária que foi alterada no fim de novembro, quando o grupo brasileiro comprou a fatia japonesa por US$ 14,07 milhões. A despeito desse negócio, o contrato de fornecimento de etanol à Mitsubishi foi mantido, o que, na próxima safra, deve significar um volume de 30 milhões de litros, cerca de 5% da produção da companhia brasileira, segundo João Carvalho do Val, diretor-financeiro e de relações com investidores do grupo.

 

Na atual safra, foram produzidos 595 milhões de litros de álcool, ante os 674 milhões de litros do ciclo anterior. O foco, explica Venturelli, era produzir mais açúcar neste ciclo e aproveitar os preços elevados, objetivo que foi atingido com a fabricação de 702 milhões de toneladas da commodity, acima das 555 milhões de toneladas da safra anterior, mas abaixo da meta de 720 milhões de toneladas previstos inicialmente.

 

"As chuvas foram muito agressivas. Uma única usina, a Iracema, perdeu neste ciclo 59 dias de moagem, quase 2 meses de safra. Na nossa recordista, São Martinho, as chuvas também atrapalharam, mas a moagem acima da meta no início do ciclo ajudou a compensar os contratempos."

 

Na safra 2008/09, a usina São Martinho processou 8,004 milhões de toneladas de cana, o que já significou um recorde mundial. "A elevada mecanização da lavoura e o foco em produtividade na usina foram decisivos para esse desempenho", diz Venturelli.

 

Em suas três usinas, o grupo moeu as 13 milhões de toneladas de cana previstas, ante as 11,9 milhões de 2008/09. Na próxima safra, segundo do Val, o processamento de cana deve crescer 1 milhão de toneladas somente com ganhos de eficiência das unidades já existentes.

 

Um investimento estratégico do grupo neste ano foram os R$ 18 milhões para aumentar a flexibilidade das duas usinas paulistas. No próximo ciclo, a Iracema, que tinha uma capacidade de produzir até 50% de açúcar, terá condição de atingir até 70% com esse produto ou com etanol, dependendo da viabilidade.

 

A usina São Martinho, que também tinha um mix de 50%-50%, foi flexibilizada para fazer até 55% de qualquer um dos produtos. De certa forma, a usina Boa Vista, que é a única que não produz açúcar, também foi flexibilizada com a parceria com a americana Amyris. Em 2011/12, quando estiver processando 3,4 milhões de toneladas, 2 milhões de toneladas serão destinados para a fabricação de especialidades químicas.



Fonte: Valor Econômico
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