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Mercosul

BNDES financiará gasoduto argentino

17/09/2004 | 00h00

Após pedido de Lula, presidentes do banco estatal e da Petrobras embarcam para o país vizinho para acertar detalhes da obra.
O governo brasileiro está empenhado em levar adiante o projeto de ampliação do gasoduto San Martin, no Sul da Argentina, que transportará gás natural até Buenos Aires. Ontem, o presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, o diretor da Área Internacional da estatal, Nestor Cerveró, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Carlos Lessa, embarcaram para Buenos Aires com a missão de negociar com o ministro da Economia argentino, Roberto Lavagna, uma solução para o financiamento das obras, que deverá ser concedido pelo BNDES.
De acordo com fontes envolvidas no processo, a decisão da viagem foi tomada depois de um telefonema do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Dutra pedindo que conduzisse as negociações com diplomacia, de modo a acelerar um acordo com os argentinos. A iniciativa de Lula está ligada às críticas dos argentinos à Petrobras, que, no entender do governo de Néstor Kirchner, deveria investir sozinha na construção do gasoduto, orçado em US$ 200 milhões.
Na semana passada, a imprensa argentina divulgou notícias de que o governo teria ameaçado a Petrobras com a retirada da concessão da Transportadora de Gás del Sur (TGS), que opera o gasoduto e passou ao controle da estatal com a aquisição da Perez Companc, caso a empresa não levasse o projeto adiante. Ontem, o diretor da área de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, disse que o projeto de ampliação do gasoduto consta no planejamento estratégico da companhia, mas, segundo ele, ainda falta definir a forma de expansão.
Indefinições técnicas à parte, a Petrobras já deixou claro que não será majoritária no projeto, mas sim operadora e responsável pelas obras. O financiamento seria concedido pelo BNDES a empresas brasileiras para a construção do duto. As argentinas estariam fora da operação de crédito do banco. Nos últimos dias, no entanto, Lessa, Dutra e o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, conversaram sobre os mecanismos para tornar viável a concessão do crédito.
Uma das propostas é a utilização do Convênio de Crédito Recíproco (CCR). Embora restabelecido pelo Brasil no início deste ano, após restrições impostas em 2000, o mecanismo ainda não foi plenamente retomado pela Argentina, maior parceira no Mercosul. O CCR é uma espécie de câmara de compensação entre bancos centrais da América Latina e funciona como instrumento de garantia de operações de comércio exterior entre países da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi) mais República Dominicana.
Em meados do ano passado, o BNDES anunciou uma linha de crédito para operações com a Argentina no valor de até US$ 1 bilhão, mas até hoje nada foi efetivado.



Fonte: Jornal do Brasil
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