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Energia Eólica

Bioenergy e GE fecham contrato de R$ 1,4 bi

01/03/2011 | 09h28
A Bioenergy, especializada em projetos eólicos, firmou um contrato de R$ 1,4 bilhão com a General Eletric (GE) para o fornecimento de 304 turbinas. O acordo marca a entrada das máquinas americanas no mercado brasileiro de energia eólica, que começa a dar sinais de que poderá ganhar relevância dentro da matriz energética nacional.
 
 
Ao custo de R$ 250 milhões, os primeiros 54 equipamentos serão instalados em quatro parques que a Bioenergy está montando no Rio Grande do Norte. Os projetos vão gerar 86,4 megawatts (MW) e devem ser inaugurados entre este ano e 2012. O fornecimento das turbinas restantes está condicionado ao desempenho da empresa no próximo leilão de energia eólica, que deve ocorrer no segundo semestre deste ano, porém ainda sem uma data definida.
 

Presidente da Bioenergy, o advogado pernambucano Sérgio Marques informou que a empresa tem hoje cerca de 1,5 mil MW em projetos eólicos distribuídos entre Maranhão e Rio Grande do Norte. Desse total, o executivo espera vender 450 MW no próximo leilão do governo federal. "Com esse volume contratado, exerço a totalidade do contrato com a GE", explicou Marques.
 

Porém, assim como seus pares no empreendedorismo eólico, o executivo não esconde a costumeira apreensão relacionada ao preço que será praticado no certame. Nos leilões do mercado regulado, o governo define um preço máximo pela energia e ganha a disputa quem oferecer a tarifa mais baixa. Em muitos casos, a média de preços verificada nos leilões torna os projetos financeiramente inviáveis para alguns investidores.
 

Diante disso, a Bioenergy também aposta no mercado livre. Nessa modalidade, são as geradoras que convocam os interessados em comprar energia e ganha quem oferecer o melhor preço. Em seu primeiro leilão, realizado em dezembro de 2009, a Bioenergy vendeu 230 MW para a Cemig. "Devemos promover nosso segundo leilão ainda no primeiro semestre deste ano", informou Marques.
 

Na avaliação de muitos empreendedores, o setor ainda carece de maior apoio governamental para se tornar competitivo. Além de um preço melhor para a energia, a desoneração fiscal dos equipamentos está entre os principais pleitos. "Política energética no Brasil é assim: tem hora que é prioridade, tem hora que não é. Vamos ver se o discurso vira prática neste ano", desabafou o executivo. Segundo Marques, uma tarifa em torno de R$ 140 garante a viabilidade de seus projetos.
 

O empresário admite, no entanto, que o custo dos parques está caindo. Até pouco tempo atrás, gerar 1 MW de energia eólica exigia um investimento de R$ 5 milhões, em média. Hoje, segundo ele, esse valor já está abaixo dos R$ 4 milhões, reflexo da maior previsibilidade do setor sobre a realização dos leilões anuais de compra de energia e da capacidade ociosa de algumas fabricantes europeias de equipamentos, que concentram a maior fatia dos custos.
 

Com um horizonte mais promissor, o Brasil - especialmente o Nordeste - já está atraindo uma série de investimentos em produção nacional de pás, torres e aerogeradores eólicos, o que deve manter a tendência de queda nos custos dos parques geradores nos próximos anos.


Fonte: Valor Econômico
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