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Biodiesel

Biodiesel mais que dobrará na matriz energética brasileira até 2030

30/10/2015 | 13h48

 

O ministro de Minas e Energia Eduardo Braga afirmou ontem (29/10) que a presença do biodiesel na matriz energética brasileira mais que saltará, de 4,1% no ano passado para 9,8% em 2030, para atingir as metas de redução de emissões de gases de efeito estufa que o Brasil apresentará na Conferência do Clima das Nações Unidas, a COP 21, em dezembro deste ano em Paris.

 

A afirmação foi feita na Audiência Pública na Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas (CMMC) no Senado Federal em Brasília, promovida para debater a proposta brasileira para a Conferência. APROBIO participou da reunião, representada por seu diretor superintendente Julio Cesar Minelli. Os dados apresentados pelo ministro corroboram o atingimento da meta de 18% de participação da bioenergia (biodiesel + etanol) na matriz energética.

 

A proposta do país, expressa no documento “pretendida Contribuição Nacionalmente Determinada (intended Nationally Determined Contribution – iNDC na sigla em inglês) para Consecução do Objetivo da Convenção – Quadro das Nações Unidas sobre Mudança no Clima”, coloca: “aumentar a participação de bioenergia sustentável na matriz energética brasileira para aproximadamente 18% até 2030, expandindo o consumo de biocombustíveis, aumentando a oferta de etanol, inclusive por meio do aumento da parcela de biocombustíveis avançados (segunda geração), e aumentando a parcela de biodiesel na mistura do diesel”.

 

Não será exagero dizer que este documento, está disponível no site da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil, a APROBIO (www.aprobio.com.br) resulta, também, do trabalho da APROBIO para inserir o biodiesel nos debates a ser entabulados pela delegação brasileira em Paris.

 

No dia 26 de agosto deste ano o Julio Minelli, esteve reunido no Ministério das Relações Exteriores com o embaixador José Antônio Marcondes de Carvalho, subsecretário de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia da pasta. Na audiência, o diretor da APROBIO ponderou sobre a pertinência de o biocombustível ser incluído na pauta do país para a COP 21.

 

No mesmo dia, Minelli esteve no Ministério do Meio Ambiente, onde foi recebido pelo diretor de Mudanças Climáticas da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, Adriano Santhiago de Oliveira, para tratar do mesmo tema.

 

Nas duas ocasiões, o diretor da APROBIO entregou ao embaixador e ao diretor o estudo do Instituto Saúde e Sustentabilidade sobre os benefícios ambientais e de saúde com o aumento progressivo do uso de biodiesel em seis capitais e suas respectivas regiões metropolitanas.

 

Realizado com apoio da APROBIO, o levantamento mostra a redução de internações hospitalares por problemas respiratórios e mortes evitadas por doenças relacionadas à poluição atmosférica, bem como a economia de recursos para os sistemas de saúde pública das cidades.

 

Além deste levantamento, foi apresentado outro, encomendado pela APROBIO à consultoria ambiental Peterson Solutions. De acordo com este trabalho, o biodiesel emite menos 71,65% de gases de efeito estufa em toda a cadeia de produção, desde a fase agrícola, no cultivo das matérias primas, até a combustão do biocombustível nos motores de ciclo diesel, em comparação à queima de diesel fóssil.

 

Minelli mencionou ainda o documento “Análise de Emissões de GEEs no Brasil (1970-2013) e suas Implicações para as Políticas Públicas”, onde a organização Observatório do Clima defende o maior uso de biodiesel como ferramenta para “descarbonizar” o setor de transportes. A chamada “descarbonização” das economias foi tema de debates na visita da chanceler alemã Angela Merkel à presidente Dilma Rousseff em Brasília.



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