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Agroenergia

Biocombustíveis vão valorizar os grãos

25/09/2006 | 00h00

O aumento da demanda global por biocombustíveis deverá impulsionar os preços internacionais de grãos a partir de 2008, conforme analistas que participaram do seminário "Perspectivas do Agronegócio: um panorama para os próximos 5 anos", promovido pela Agrenco na sexta-feira, em Veneza. A teoria contraria previsão recente do Banco Mundial, de queda das commodities no médio prazo.

Ronald Anderson, consultor internacional de agronegócios da corretora americana R.J. O`Brien, estima que os preços internacionais dos grãos se manterão em queda na safra 2006/07, por conta do aumento da safra mundial e dos altos estoques. Mas a tendência, disse, é de alta entre 2008 e 2011, motivada sobretudo pela maior demanda por esses produtos para a produção de biocombustíveis.

Ele prevê que a produção mundial de biocombustíveis, hoje próxima de 6 milhões de toneladas, deverá alcançar 34 milhões de toneladas até 2011, para atender aos programas de energia alternativa de diversos países. Na União Européia, a demanda deverá crescer de 4 milhões para quase 14 milhões de toneladas no período. A UE aposta principalmente no biodiesel de canola.

Nos EUA, a opção é o milho. A corretora estima que a demanda pelo grão para produção de etanol deverá passar de 50 milhões para 176 milhões de toneladas até 2011. Os americanos planejam elevar sua produção de etanol dos atuais 4 bilhões de galões (de 3,785 litros) para 7,5 bilhões por ano até 2011. "Se continuarmos nesse ritmo, logo vamos usar metade da produção de milho para combustível", disse Anderson.

Décio Gazzoni, pesquisador da estatal brasileira Embrapa, estima que a produção mundial de biodiesel, hoje em torno de 5 bilhões de litros, deverá alcançar 34,7 bilhões até 2010. Segundo ele, boa parte dessa demanda poderá ser abastecida pelo Brasil, mas isso dependerá da adoção de culturas mais produtivas.

"Hoje a maioria das culturas adotadas gera 1 tonelada de biodiesel por hectare. Isso significa que será preciso plantar 35 milhões de hectares para garantir a oferta de biocombustível", diz. Gazzoni observa que a palma (que gera 5 toneladas de óleo por hectare) é a cultura com maior potencial de oferta de óleo, mas que a expansão de sua área de plantio é limitada. Ele defende o plantio da macaúba, que produz até 8 toneladas de óleo por hectare, e o pinhão-manso, que gera 3 toneladas de óleo por hectare. "Soja e mamona produzem em torno de 600 litros por hectare. Não podem ser os carros-chefes do biodiesel brasileiro no longo prazo porque demandarão enorme expansão de área", afirma.



Fonte: Valor Econômico
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