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Pré-Sal

BG vai vender gás do pré-sal à Comgás

14/04/2011 | 10h59
Principal parceira da Petrobras no pré-sal e controladora da Comgás, a britânica BG quer usar sua cota do gás do campo de Lula, já em produção, e dos demais em desenvolvimento na bacia de Santos para suprir a distribuidora paulista.


Hoje a Comgás é abastecida, principalmente, pelo gás boliviano e pelo gás da bacia de Campos, no momento mais caro do que o importado. O gás de Lula hoje é queimado porque não há ainda um sistema de gasodutos completamente instalado.


Está em construção um gasoduto que ligará a reserva ao campo de Mexilhão -na bacia de Santos, mas fora do pré-sal. De Mexilhão, parte outro gasoduto que chega ao continente, em Caraguatatuba, onde será tratado numa estação da Petrobras.


Da cidade no litoral paulista, um outro ramal, inaugurado anteontem, segue para Taubaté. Lá, o duto se conecta com a malha de gasodutos da Petrobras, que chega aos principais mercados do país, como Rio e São Paulo.


A expectativa é que o custo do produto seja mais competitivo, à medida que a oferta de gás crescerá nos próximos anos -muito provavelmente em ritmo mais acelerado do que o consumo.


Segundo previsão da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), a oferta de nacional de gás natural crescerá 137% de 2010 a 2019, passando de 49 milhões de metros cúbicos/dia para 116 milhões.


"O mercado de gás natural será outro com a produção do pré-sal", disse Maria das Graças Foster, diretora de Gás e Energia da Petrobras, na inauguração anteontem do gasoduto.


Já com sobra de gás, a Petrobras tem realizado leilões com preços mais baixos do insumo energético para vender o excedente.


Tanto a BG como a Comgás já contam com o gás do pré-sal. O presidente da petroleira britânica no Brasil, Nelson Silva, disse recentemente em um evento que a companhia estuda vender parte do volume de gás a ser produzido no pré-sal para a Comgás.


A distribuidora, por sua vez, reconhece o interesse no negócio e não descarta nem mesmo comprar o gás do pré-sal da Petrobras -atualmente a única fornecedora.


O vice-presidente comercial da Comgás, Sérgio Luiz da Silva, disse à Folha que o gás do pré-sal será uma "alternativa importante de suprimento" para a companhia no futuro.


Por conta da fórmula de reajuste adotada pela Petrobras, o preço do gás subiu com força na esteira do petróleo e tem hoje um valor superior ao importado da Bolívia.


Os preços aos consumidores, porém, dependem do aval da agência reguladora de energia de São Paulo, que costume permitir apenas repasses anuais e sempre em nível inferior ao reajuste do gás da Petrobras.


Fonte: Folha de S. Paulo
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