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Investimento

BG terá centro de tecnologia global

24/01/2011 | 10h14
Nelson Silva, novo presidente da BG Brasil e do conselho de administração da Comgás, procura um local para construir um centro de tecnologia global no Brasil, o primeiro da companhia inglesa no mundo, onde serão aplicados US$ 1,5 bilhão até 2025. Assim, a BG obedecerá à legislação que obriga as companhias a destinarem 1% do faturamento bruto obtido nos campos que pagam a Participação Especial (PE) em projetos de pesquisa e desenvolvimento de tecnologia.
 
 
Silva é um engenheiro naval que voltou para o Brasil em 2009 depois de 22 anos fora do país. Substituiu Armando Henriques na BG mas tem mais funções, já que foi criada uma vice-presidência sênior responsável tanto pela BG Brasil quanto pelo Comgás.
 
 
O executivo fez carreira na Vale - China e Bélgica foram alguns das suas bases, incluindo uma diretoria comercial nesse período, Rio -, com passagens pela ALL, de ferrovia e logística, na Argentina, e Embraer, na França. Antes da BG, ocupava a diretoria da área de mineração da BHP Billiton. Ele é o segundo da área de mineração cooptado pela BG, que em dezembro anunciou Fábio Barbosa como novo diretor financeiro em Londres, cargo que exercia na Vale e que assumirá em abril.
 
 
Já inteirado dos amplos negócios da BG no Brasil, Nelson Silva recebeu a missão de montar a nova estrutura da empresa no país. E já procura uma área em terra (onshore) para montar uma instalação de tancagem para armazenar a parte do petróleo da empresa que extrairá do pré-sal.
 
 
No primeiro momento, a BG vai extrair o óleo das plataformas utilizando navios com sistema de posicionamento dinâmico (DP), os quais irão levar o produto até uma unidade de armazenagem e transferência da Petrobras que ficará em águas rasas. Mas essa solução não poderá ser adotada para grandes volumes de todos os sócios e Silva antecipa que precisa definir este ano o local para a tancagem.
 
 
"Temos que decidir logo nossa estrutura de custo para o longo prazo", afirma. Ao contrário do que foi noticiado recentemente, Silva assegura que nunca avaliou a possibilidade de utilizar instalações da refinaria de Manguinhos (RJ). E diz que o local para o projeto terá de ter porto de grande calado, apto a receber navios petroleiros.
 

Em 2020, quando sua produção superar os 400 mil barris ao dia de óleo equivalente (medida que inclui petróleo e gás) no país, a BG estará à frente da Repsol e da Galp (também sócias da Petrobras no pré-sal) e da Shell, que está no país há mais tempo. Até lá, os volumes farão com que o Brasil seja responsável por quase um terço da produção global da companhia - de 1,6 milhão de barris. O grupo BG produz hoje 650 mil barris de óleo equivalente ao dia, o que garantiu receita líquida de US$ 13 bilhões e lucro líquido de US$ 2,95 bilhões até o terceiro trimestre de 2010.
 
 
"A BG está aqui para ficar. Queremos ser operadores e temos um projeto sustentável no Brasil. Vamos desenhar nossa estrutura no país e isso passa pelos investimentos em pesquisa, incentivo ao conteúdo local e apoio a programas sociais e de meio ambiente. Esses são os quatro pilares que vão sustentar nosso programa de desenvolvimento", aponta Silva.
 
 
O relacionamento com a Petrobras, que passou por momentos de trocas de farpas no ano passado depois que a estatal brasileira respondeu com desmentidos avaliações da BG sobre reservas potenciais do pré-sal, maiores do que as estimativas da estatal, operadora das áreas, é o melhor possível, garante Silva. "Temos um relacionamento com a Petrobras, de dez anos, desde as rodadas de licitações. Agora declaramos a comercialidade de Lula e Cernambi e temos no mínimo mais 30 anos pela frente". Para Silva, trata-se de um relacionamento com horizonte de pelo menos quarenta anos. "Costumo dizer que é mais forte do que muitos casamentos, porque no casamento você pode se separar e nesse não tem outra solução que não a gente se entender", afirma ele, em tom de brincadeira.
 
 
Um indicativo da intenção de estreitamento das relações entre as duas empresas foi a decisão da BG de se mudar em fevereiro para o edifício Ventura, na avenida Chile (centro do Rio). Fica quase em frente à sede da estatal e onde está instalada a gerência executiva do pré-sal, a cargo de José Formigli.
 

As duas empresas duelaram-se no início da década passada quando BG, Enron e outras companhias tentaram transportar gás da Bolívia para São Paulo através do Gasbol, utilizando a legislação que previa o livre acesso. A Petrobras venceu, mas agora a BG tem planos para comercializar gás do pré-sal em São Paulo por meio da Comgás, amparada na nova Lei do Gás.
 
 
"É uma coisa que vamos olhar, sem dúvida", diz Nelson Silva, explicando que a empresa poderá acessar São Paulo com uma estrutura própria que terá de ser construída. Ou compartilhando a estrutura com outra empresa. Considerando que Petrobras agora tem sua própria distribuidora em São Paulo, a Gas Brasiliano, é possível que novas parcerias surjam daí.


Fonte: Valor Econômico
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