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Energia

Belo Monte: obras começam em abril

06/12/2010 | 09h46
A informação sobre o início das obras foi dada ao Grupo Estado pelo diretor de Planejamento e Engenharia da Eletronorte, Adhemar Palocci. Para que as obras possam ser iniciadas, no entanto, o consórcio terá de enfrentar novas representações do Ministério Público contra a construção da hidrelétrica e aguardar a Licença de Instalação, sob responsabilidade do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).


O Ibama informou que a Diretoria de Licenciamento do instituto pediu novos documentos à construtora, está analisando os que já foram fornecidos e aguardando novos materiais para fornecer a Licença de Instalação – até agora fora aprovada apenas a Licença Prévia.


A confiança do governo na obtenção da Licença de Instalação e na vitória sobre o Ministério Público é tão grande que na terça-feira, durante a cerimônia de inauguração das duas eclusas da Hidrelétrica de Tucuruí, na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente eleita, Dilma Rousseff, o Consórcio Norte Energia contratou 39 engenheiros civis e elétricos formados num curso especial para engenheiros, na cidade. Eles serão aproveitados em Belo Monte.


Quando entrar em funcionamento – provavelmente em 2015 – a usina terá capacidade para gerar 11.233 megawatts, o que fará dela a maior usina hidrelétrica inteiramente brasileira, visto que a de Itaipu é binacional, feita em parceria com o Paraguai. Em tamanho, Belo Monte será a terceira do mundo, atrás de Itaipu e de Três Gargantas, na China.


Por decisão do governo, por enquanto Belo Monte será a única hidrelétrica do Rio Xingu, no Pará. O lago da usina terá uma área de 516 km, considerado pequeno para um gigante do seu tamanho. Isso só foi possível porque ela vai funcionar com turbinas a fio de água, que não necessitam de um lago tão grande quanto outras, como Tucuruí. Em compensação, só gerará o máximo de energia quando o rio estiver com muita água.


Quando Belo Monte foi a leilão, os construtores previram investir cerca de R$ 19 bilhões na obra. Destes, 75% deverão ser financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Mas atualmente já se fala em R$ 25 bilhões para que as obras possam ser concluídas até 2015.


O projeto prevê a construção de uma barragem principal no Rio Xingu, localizada a 40 quilômetros da cidade de Altamira. A partir deste lago, a água será desviada por canais de derivação que formarão o reservatório, localizado a 50 quilômetros de Altamira. Com isso, o local hoje conhecido por Volta Grande – onde indígenas e ribeirinhos pescam – perderá quase 80% do seu volume de água.


Fonte: Jornal do Commercio (PE)
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