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Energia

Belo Monte deixa Previ em encruzilhada

18/08/2010 | 10h07
O projeto da usina hidrelétrica de Belo Monte colocou a administração da Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, em uma encruzilhada. A ata da reunião do conselho da Neoenergia, que aprovou a participação da empresa no consórcio Norte Energia e publicada na sexta-feira, registra o voto contrário do conselheiro Paulo Assunção. Como o acordo de acionistas da empresa vincula o voto dos conselheiros à decisão dos controladores, a Previ terá que decidir agora entre destituí-lo do cargo ou descumprir esse ponto do acordo.

Os administradores da Previ reiteradamente afirmam que não orientam votos de seus conselheiros. Mas o projeto Belo Monte está expondo uma séria controvérsia nessa questão. Mesmo não orientando voto, a Previ vincula o conselheiro de tal forma que ele perde o cargo se tiver razões próprias para desaprovar o que os controladores aprovaram previamente. Diz o acordo de acionistas da Neoenergia: "os acionistas controladores obrigam-se a destituir qualquer conselheiro por eles indicado que deixar de cumprir as disposições ou a orientação de voto dada pelos acionistas controladores".

Essa previsão consta não só do acordo de acionistas da Neoenergia como de outras empresas em que a Previ tem participação relevante, como a CPFL Energia. Também o acordo da Vale prevê a vinculação do voto do conselheiro.

A reunião do Conselho em que Paulo Assunção foi voto divergente aconteceu no dia 08 de julho e até agora ele não foi destituído. Conselheiros indicados pela Previ, que atuam em outras companhias, acreditam que o fundo deverá pedir um perdão para descumprir o acordo e manter a atual formação do conselho da Neoenergia. Destituir Assunção pode gerar uma crise, já que ele é atualmente diretor da instituição eleito com o voto dos funcionários do Banco do Brasil. A Previ se limitou a informar por meio de sua assessoria de imprensa que não vai se manifestar sobre o assunto.

O conselheiro Paulo Assunção também não quis conceder entrevista. Mas o Valor apurou que um dos motivos para ter votado contra foi a baixa rentabilidade do projeto. A própria ata da reunião do conselho diz que a diretoria executiva da empresa se propôs a aprovar a participação da Neoenergia como sócio estratégico na hidrelétrica Belo Monte tendo como base a rentabilidade mínima do limite inferior aprovada pelos acionistas. Ou seja, se qualquer imprevisto acontecer na obra a rentabilidade pode ficar comprometida.

Recentemente, o banco Santander fez um estudo em que simulava o retorno do investimento de Belo Monte. Nele, o banco leva em consideração uma alavancagem de 70% no projeto e um investimento total de R$ 24 bilhões. Com a venda da energia ao preço médio de R$ 100 - que é o que será registrado por Belo Monte com a venda de parte da energia a R$ 130 para a Eletrobras - o retorno não ultrapassaria 7,5% anual. Se o investimento chegar a R$ 26 bilhões, o retorno ficaria em 6%.

A sociedade poderá vender a energia destinada ao mercado livre a preços mais competitivos do que acordo que fez com a Eletrobrás. Se o preço médio da energia vendida de Belo Monte chegar a R$ 120, investindo R$ 24 bilhões, o retorno chegaria a 9%.


Fonte: Valor Econômico
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