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Combustíveis

BC sugere preço menor para gasolina

17/03/2006 | 00h00

Copom mantém previsão de reajuste zero nos combustíveis, apesar de alta de 5,37% no ano.

O aumento de 5,37% no preço da gasolina desde o início do ano e a escalada das cotações do petróleo no exterior não foram suficientes para fazer o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) alterar a previsão de reajuste para a gasolina e o gás de bujão em 2006. Na ata da última reunião do comitê, a previsão de aumento nos combustíveis é zero, o que indica que os diretores do BC apostam em uma reversão dos aumentos até o final do ano.
``A recente alteração na composição da gasolina poderá determinar a elevação dos preços dos combustíveis, que tenderá a se reverter ao longo do ano``, diz a ata, divulgada ontem.

O governo reduziu de 25% para 20% a mistura do álcool anidro na gasolina desde o dia 1º de março. Com menos álcool, o preço do combustível subiu.

Conforme o último levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o aumento médio da gasolina foi de 2,09% no país na última semana. O comitê, no entanto, não descarta que os preços do petróleo no mercado internacional continuam a representar um fator de risco para a inflação.

``Dadas as incertezas que cercam a sua trajetória, os preços do petróleo no mercado internacional continuam a representar fator de risco para o comportamento futuro da inflação. De um lado, porque suas variações se transmitem à economia doméstica por intermédio dos seus efeitos sobre os preços de insumos derivados do petróleo; de outro, porque afetam as expectativas dos agentes econômicos``, diz o documento.

A inflação medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), IPCA, chegou a 0,41% em fevereiro, influenciada pelas altas nos preços dos combustíveis.

O Copom elevou a previsão para reajuste das tarifas de telefonia fixa de 2,5% para 3,1% em 2006. Nas tarifas de energia elétrica, o movimento foi contrário, de 4,2% para 3,6%.

No documento, o comitê demonstrou preocupação com uma possível defasagem na ``transmissão`` do corte do juro básico da economia sobre os indicadores de inflação. Em outras palavras, o BC sugere que deverá manter cortes mais comedidos para não dar fôlego à inflação, afastando a previsão de redução de 1 ponto na taxa básica na próxima reunião, em abril. A taxa está hoje em 16,50% ao ano. Durante a reunião, três diretores defenderam o corte do juro de 1 ponto percentual. De acordo com a ata, eles destacaram que a redução maior é justificada pela ``melhora no balanço de riscos entre janeiro e março``.

Os três diretores defenderam que há recuperação equilibrada da economia, ``com destaque para as boas perspectivas de ampliação dos investimentos e de expansão das importações`` e arrefecimento do repique inflacionário observado no início do ano. A ata provocou mudança na curva de juros futuros, com leve sinal de alta. Os contratos DI de janeiro de 2007, os mais negociados, subiram de 14,96% para 15% ao ano.



Fonte: Jornal do Brasil
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