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Negócios

BB quer vender participação na Neoenergia

10/05/2011 | 10h05
Em mais um capítulo do processo de reestruturação societária das duas maiores empresas elétricas privadas do País, o Banco do Brasil planeja vender sua participação de 12% na Neoenergia, cujos outros sócios são a espanhola Iberdrola e a Previ, fundo de pensão dos funcionários do BB.


A informação foi dada por uma fonte do mercado ligada ao banco. O Banco do Brasil não admite oficialmente a sua intenção de realizar o desinvestimento na empresa.


O desejo do BB em sair da companhia elétrica ocorre no contexto da discussão sobre a reorganização societário da CPFL Energia e Neoenergia, que, conforme comunicado oficial divulgado em março deste ano, tem o objetivo de "avaliar alternativas que possam gerar sinergias e criar valor" às duas empresas.


Além de se desfazer de um ativo que não é o seu foco principal, a venda da participação na Neoenergia capitalizaria o banco para cumprir as regras do acordo de Basileia. Em relatório, os analistas do Itaú BBA Marcos Severine, Mariana Coelho e Marcel Shiomi calcularam que essa fatia de 12% valeria em torno de R$ 2,2 bilhões. A instituição financeira poderia obter esse montante por meio de uma oferta secundária de ações da Neoenergia.


Hoje, a posição de capital do BB está enquadrada nos termos do acordo de Basileia. Contudo, regras mais rígidas sobre o tema, chamadas de Basileia 3, entrarão em vigência em 2012, e os analistas já começam a especular como o banco vai se enquadrar.


Em dezembro do ano passado, o índice de Basileia do BB era de 14,1%, acima do mínimo de 11% exigido pelo Banco Central, mas abaixo dos principais concorrentes privados, Itaú (15,4%) e Bradesco (14,7%).


Votorantim. Além da venda da Neoenergia, o Banco do Brasil pode lançar mão de outros meios para captar recursos. Um deles é abrir o capital do Banco Votorantim. O outro é reter lucros em 2012, quando começam a valer as novas regras de Basileia, pagando com isso menos dividendos.


Esses pontos foram passados por executivos do próprio BB em uma reunião com analistas de um grande banco de investimento, que prefere não ser citado. Segundo relatório obtido pela Agência Estado, o BB discute formas de se capitalizar, como alternativa a uma nova oferta de ações. No ano passado, o BB captou R$ 9,8 bilhões em uma emissão de papéis.


Sobre a possibilidade de abertura do capital (IPO, na sigla em inglês) do Banco Votorantim, os analistas destacam "que é uma possibilidade real para o médio prazo", mas que é difícil dizer neste momento quanto o BB ganharia com uma venda de ações. "Vai depender do modelo da operação", destaca o relatório. Em janeiro de 2009, o BB comprou 50% do BV por R$ 4,2 bilhões.


Índice de Basileia
Analistas do banco projetam Índice de Basileia de 14,6% no fim deste ano e 14,1% em 2012. Nos dois casos, o BB ficaria abaixo de seus concorrentes privados, que devem ficar na casa dos 16%.


Fonte: O Estado de S. Paulo
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