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Petroquímica

Basf e Shell devem colocar Basell à venda em 2005

30/07/2004 | 00h00

A Basf e a Shell devem desfazer-se da Basell, a joint-venture fabricante de resinas termoplásticas criada em 2000. Segundo comunicado conjunto divulgado pelos acionistas, a Basell passará por uma reavaliação estratégica. Entre as opções analisadas, inclui-se a venda para um comprador ou a pulverização das ações da companhia no mercado acionário.
"No primeiro semestre de 2005, deverá ser anunciada uma decisão sobre o futuro da Basell", disse uma porta-voz da Basf à agência Reuters. Os bancos Credit Suisse First Boston (CSFB) e Lazard foram contratados para avaliar as possibilidades de venda dos ativos.
"Durante esse processo de análise, os acionistas continuam comprometidos em apoiar os objetivos estratégicos e operacionais da Basell e o andamento de seu progresso financeiro", disseram, em comunicado, a Basf e a Shell, que dividem o controle da companhia meio-a-meio.
No Brasil, a Basell compartilha com o grupo Suzano o controle da Polibrasil, o maior ativo da companhia na América Latina. A empresa, cuja capacidade de produção de polipropileno chega a 625 mil toneladas, a maior do mundo, se candidatou a investir em uma nova unidade de produção desta resina na região de Paulínia (SP). A condução do projeto, que também é disputado pela Braskem, está à cargo da Petrobras, mas a estatal ainda não bateu o martelo sobre a composição societária do empreendimento.
Segundo Sérgio Alves, executivo da Suzano Petroquímica, a eventual troca de controle da Basell não deve afetar os planos futuros da Polibrasil. "Não muda nada na nossa rota de investimentos", disse Alves. Recentemente, o grupo admitiu ser a favor de uma composição tripartite entre Petrobras, Polibrasil e Braskem. A sugestão foi rejeitada pela Braskem.
O diretor-superintendente da Polibrasil, José Ricardo Roriz Coelho, também disse não estar preocupado com o rearranjo societário. Ele afirmou que a eventual troca de um dos controladores da Polibrasil não afetará o interesse da companhia na unidade planejada pela Petrobras. "Não é por falta de um bom acionista que nossos planos vão ser modificados", disse.
Maior produtora mundial de polipropileno e produtos avançados de poliolefinas, a Basell também é uma grande fornecedora de polietileno e de catalisadores. Em 2003, a Basell registrou vendas de 6 bilhões de euros e lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização superiores a 300 milhões.
A Basf está interessada em desfazer-se do ativo porque quer concentrar-se em outros negócios no setor de plásticos, ao passo que a Shell vem deixando de operar empresas com baixas margens de retorno.
Recentemente, a inglesa BP (ex-British Petroleum) colocou à venda sua divisão petroquímica, num sinal claro de que as grandes companhias petrolíferas estão se concentrando nas áreas de exploração e refino de petróleo - segmentos mais rentáveis.
Outras companhias têm optado em colocar à venda suas áreas petroquímicas. A Bayer fez uma separação de suas áreas químicas e polímeros, reunindo numa nova companhia chamada Lanxess, com a intenção de colocá-las à venda a partir de 2005. Para especialistas, a Basell poderia valer algo superior a US$ 20 bilhões. A tarefa mais difícil, contudo, seria achar algum comprador disposto a comprar ativos em um mercado com muitas ofertas.
A Shell informou ontem também que pagará um total combinado de US$ 150 milhões para colocar um fim nas investigações sobre abuso de mercado e fraude contábil, por parte das autoridades britânicas e americanas.



Fonte: Valor Econômico
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