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Finanças

Balança comercial fluminense tem melhor resultado da história, diz especialista

15/03/2006 | 00h00

As exportações do estado Rio nos dois primeiros meses de 2006 tiveram aumento de cerca de US$ 1,2 bilhão em relação ao mesmo período de 2005. O resultado é apontado como o melhor da história da balança comercial fluminense e é composto, principalmente, pela exportação de petróleo bruto, que representa 53,3% da pauta de exportação do estado, segundo a pesquisa divulgada pela Câmara de Comércio e Indústria do Estado do Rio de Janeiro (Caerj).

O gerente de marketing e de pesquisas econômicas da Caerj, Mario Augusto Scangarelli, prevê ainda o aumento da participação do petróleo na pauta de exportação em função da auto-suficiência da Petrobras, prevista para ser atingida ainda este ano. O executivo destaca, entretanto, que outros setores, como o metal-mecânico, têxtil e automobilístico também têm apresentado crescimento.

Scangarelli atribui parte do auemento do valor de exportação dos óleo brutos - de US$ 390 milhões no primeiro bimestre de 2005 para US$ 960 milhões no mesmo período de 2006 - ao aumento do preço do barril de petróleo. No entanto, a pesquisa divulgada pela Caerj demonstra que também houve grande acréscimo no volume de exportações. No primeiro bimestre de 2005, a exportação de óleo brutos foi de cerca de 1,9 bilhões de quilos líquidos, enquanto em 2006 o volume exportado foi de cerca de 3 bilhões de quilos líquidos.

A importação do estado também aumentou no comparativos entre os dois primeiros bimestres. Em 2005 o volume importado no período foi de cerca de US$ 743 bilhões, enquanto este ano o volume aumentou para cerca de US$ 905 milhões. A importação do petróleo bruto, por outro lado, foi reduzida de cerca de 1,4 bilhão de kg líquidos importados em 2005 para cerca de 965 milhões de kg líquidos em 2006. O valor das importações, no entanto, sofreu aumento de cerca de US$ 8 milhões devido aos continuados aumentos do barril de petróleo. O saldo da balaça comercial do estado em óleos brutos é de cerca de US$ 600 milhões no período comparado.

O diretor presidente da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin), Hélio Cabral Moreira, lembra, entretanto que a indústria de extração mineral, na qual se inclui o petróleo não é a única do estado. Segundo Moreira, o valor da indústria de transformação do estado fluminense representou cerca de 8% do PIB nacional desde 1981 até 2005. "Em 1981 a indústria do petróleo tinha pouquíssima representatividade no Estado. O índice era traço", lembra. O diretor observa que atualmente a indústria do petróleo fez a participação do estado na economia nacional subir para 10%. "O petróleo é cerca de 20% da nossa economia, é muito, é a indústria mais importante, é o carro-chefe, mas os outros 80% são indústrias de transformação", defende.

As informações foram divulgadas durante a II Confraria de Prefeitos do estado do Rio, realizado no Espaço Empresarial Caerj, nesta quarta-feira (15/03). A Confraria é um foreum para debater o desenvolvimento econômico e social do Estado e discutir a elevação da economia flumiense, seus reflexos, novas tendências, além de estudos e pesquisas para qualificar o capital intelecutal humano para o mercado de trabalho. O tema da II Confraria foi "A economia fluminense e a geração de empregos".



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