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Agroenergia

Baixas reservas de petróleo estimulam produção de grãos

06/07/2006 | 00h00

O diretor da corretora Brasoja, Antônio Sartori, disse ontem que previsão de escassez nas reservas mundiais de petróleo deve impulsionar o mercado de grãos devido ao crescimento na demanda por óleos vegetais para a produção de combustíveis. "As atuais reservas são suficiente para abastecer consumo mundial apenas por mais 30 anos", destaca Sartori, que ontem participou do encontro Tá Na Mesa, da Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul).

Ele afirma que tal cenário vai exigir um aumento na área plantada de vegetais oleaginosos no mundo e o Brasil é o país onde há mais disponibilidade de terras para expansão da fronteira agrícola, principalmente na Região Centro-Oeste. No entanto, segundo ele, o desenvolvimento do potencial brasileiro para a produção de combustíveis alternativos depende de investimentos em infra-estrutura, como ferrovias, a fim de baratear os custos de produção.

Para Sartori, os planos do governo federal para implantação de biodiesel deveriam priorizar o emprego de óleo de soja num primeiro momento. Temos um excedente anual entre 2,2 milhões e 2,3 milhões de toneladas do produto que é exportado. Ele explica que, por ter mais escala, o óleo da soja é mais barato que o obtido de plantas como a mamona, permitindo um diesel mais competitivo para exportação. Ao mesmo tempo, reforça ele, deve haver pesquisas a fim de aumentar a produtividade de plantas como mamona, que ainda tem um custo alto devido à baixa produção.

A partir de 2008, será obrigatória a adição de 2% de biodiesel em todo o diesel mineral comercializado no País. A medida vai exigir a produção de 900 mil toneladas de óleo vegetal por ano no Brasil. Ainda de acordo com o diretor da Brasoja, a agricultura mundial nos próximos anos terá o desafio de conciliar a produção de alimentos e de energia. O problema se deve ao fato de que, ao mesmo tempo em que haverá uma crescente demanda por biocombustíveis, as reservas internacionais de alimentos também estão caindo. "Atualmente, as reservas mundiais de cereais são as menores dos últimos 30 anos", enfatizou.



Fonte: Jornal do Commercio
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