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Gás Natural

Bacia do São Francisco é nova fronteira de exploração

03/06/2011 | 09h56
Ainda não é muito aparente, mas começou uma "febre do gás" em Minas Gerais. A bacia do São Francisco é uma nova fronteira exploratória, que além da Petra e Orteng, também atraiu a atenção da Petrobras e da Shell.. A múlti aguarda aprovação da Agência Nacional do Petróleo (ANP) para ter a Vale como sócia em cinco blocos.
 

No ano passado um consórcio que tem a estatal Companhia de Desenvolvimento Energético de Minas Gerais (Codemig), associada à Orteng, que pertence ao presidente da CNI, Robson de Andrade, anunciou a descoberta, de outra "meia Bolívia" de gás quando ainda faltava concluir a perfuração de um poço. O trabalho já foi concluído e segundo o gerente de óleo e gás da Orteng, Frederico Macedo, foram encontrados três reservatórios diferentes com características de gás não-convencional.
 

A empresa, que já investiu, junto com sócios, R$ 28 milhões na exploração. Também contratou a Schlumberger para avaliar a área e fazer um planejamento da exploração que deve ser concluído no próximo mês. "É quando teremos mais informações sobre os recursos (volume de hidrocarbonetos) e sobre os próximos passos exploratórios", informou Macedo, que estava ontem em Neuquém, na Argentina, para conhecer processos de exploração desse tipo de gás.
 

A Shell, que comprou as áreas em 2008, na 10ª Rodada da ANP, vai começar a fazer pesquisa sísmica 2D em 512 Km na bacia do São Francisco e a intenção da companhia é perfurar seu primeiro poço em 2012. No momento, a Shell estuda a melhor tecnologia para aplicar na exploração da bacia. Já a Petrobras não dá detalhes sobre a descoberta na região, mas manifestou a intenção de construir novas termelétricas em Minas se tiver sucesso. A estatal ficou com quatro blocos, depois de ter devolvido dois deles. Se as descobertas se mostrarem comerciais, devem gerar novos investimentos em termeletricidade não só da Petrobras. A estatal de eletricidade Cemig, junto com a Codemig, são sócias da Orteng em outros dois blocos na bacia do São Francisco.
 

Todos os indícios são da existência de grandes reservatórios do chamado gás não-convencional (shale gas e thight gas), que tem como características a baixa porosidade e permeabilidade da rocha, dificultando que o gás flua. Para que isso aconteça, é necessária intervenção humana através de fraturamento hidráulico. É uma tecnologia que combina a aplicação de imensa pressão no solo por meio de gigantescos caminhões que fraturam a rocha, criando porosidade. Em alguns casos são injetados fluidos. Para aumentar a produção a indústria perfura poços horizontais de longa extensão. Apesar de muito usada nos EUA, onde o gás não-convencional responde por 60% da produção, a tecnologia nunca foi usada no Brasil, tem custo inicial alto e vai enfrentar a falta de infra-estrutura de transporte. 


Fonte: Valor Econômico
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