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Reajuste

Aumento da gasolina é combustível para a inflação

12/11/2004 | 00h00

Preços sobem puxados pelo aumento dos combustíveis, e índice supera o centro da meta para o ano.

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que em outubro variou 0,44%, fechará o ano abaixo do teto da meta fixada pelo Banco Central, de 8,5%. O resultado ficou 0,11 ponto percentual acima da taxa de setembro, de 0,33%, e no ano acumulou 5,95%, superando o centro da meta (5,5%), de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mesmo assim, a inflação de outubro não causou surpresas, permanecendo dentro dos patamares estimados por analistas de mercado.
A alta do IPCA em outubro, conforme a gerente de índices de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, foi provocada, em grande parte, pelo reajuste dos preços da gasolina concedidos pela Petrobras (com alta de 1,45% em outubro), do álcool (com 5,31%), do gás de cozinha e das passagens aéreas. Nesse último caso, o setor sofreu impacto negativo do aumento de preços do querosene de aviação. Em conjunto, eles foram responsáveis por 0,15 ponto percentual no resultado final do IPCA.
Além dos combustíveis, a inflação em outubro também foi influenciada pelo aumento dos preços do aço no mercado internacional, em função da pressão sobre os custos da indústria automobilística. Os veículos novos tiveram um reajuste de 1,29% em outubro, o que soma um aumento acumulado no ano de 12,24%.
Os núcleos de inflação (excluídas as maiores variações) também aumentaram em outubro, o que reforça as expectativas de analistas de que o Banco Central manterá a política de alta de juros em novembro. De acordo com os especialistas do departamento econômico do Bradesco, o núcleo por médias apuradas sem suavização foi o que mais acelerou, subindo de 0,44% para 0,55% (comparando-se com o IPCA-15 de outubro). O núcleo mostra a tendência que será observada no comportamento dos preços.
Segundo Eulina Nunes, a inflação de novembro ainda sofrerá impactos do aumento do preço do aço, da gasolina e do novo reajuste do preço do álcool nas refinarias, no início de novembro. A cotação do aço no exterior, segundo o IBGE, será um fator de preocupação sobre a inflação em 2005.
A variação dos preços dos alimentos, pelo segundo mês consecutivo, caiu, aprofundando a redução de 0,19% em setembro para uma queda de 0,23% em outubro. Conforme os economistas do Bradesco, as pressões de alta estão concentradas nos preços administrados, que variaram 0,8%, e as pressões de baixa estão concentradas nos alimentos.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu 0,17% em outubro, mesma variação registrada em setembro.



Fonte: Jornal do Brasil
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