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Energia elétrica

Áreas com alto índice de furto de energia apresentam maior número de interrupções no fornecimento

11/01/2017 | 11h34

As ligações clandestinas de energia, conhecidas como “gatos”, sobrecarregam a rede de distribuição da Light e provocam interrupções do fornecimento. Entre os dias 27 de dezembro de 2016 e 5 de janeiro de 2017, a Light atendeu a 40,5 mil chamados em razão de interrupções. O maior número de ocorrências foi registrado justamente nas regiões onde se furta mais energia e as localidades mais afetadas são as Zonas Norte e Oeste do Rio de Janeiro e a Baixada Fluminense.

Na Zona Norte, por exemplo, onde as ligações clandestinas correspondem a 30% do que é distribuído para a região (a cada 100 Kwh distribuídos para a região, 30K Kwh são desviados), foram feitos 8,3 mil atendimentos por causa de interrupções no fornecimento, ou seja, 20,5% do total de 4,5 mil ocorrências. Somente no Complexo da Maré foram 300 atendimentos, nos momentos em que houve segurança para a atuação das equipes da empresa. Nesta comunidade, o furto de energia chega a 87%.

Na Zona Oeste, onde o furto também chega a 30%, o número de ocorrências atendidas pela Light foi maior, chegando a 11,3 mil ou 27% do total de serviços. Somente na Rocinha, onde o furto de energia é de 85,61%, a Light atendeu a cerca de 600 chamados. Na comunidade Dois Irmãos, em Curicica, que realizou protestos por falta de energia nos primeiros dias de janeiro, a Light realizou aproximadamente 180 atendimentos no período, em um local onde 78% da energia é furtada.

A pior situação é registrada na Baixada Fluminense: foram 11,9 mil restabelecimentos no fornecimento, cerca de 30% do total de atendimentos, com índice de furto que ultrapassa os 40%. As comunidades do Lixão e do Parque das Missões, ambas com 84% de energia furtada em média, foram atendidas 50 vezes pela Light, no período citado, quando houve segurança para as equipes da Light.

As outras regiões, com baixa informalidade, tais como a Zona Sul do Rio de Janeiro e o Vale do Paraíba, juntas representam 22,5% dos atendimentos.

Combate ao furto de energia

Muitas vezes, o fornecimento de energia é interrompido por causa da sobrecarga dos equipamentos. Preparados para atender o número de clientes regulares/formais, os transformadores acabam não suportando a demanda gerada pelos “gatos”. O furto de energia na área de concessão da Light corresponde a cerca de 40% sobre a carga distribuída para a rede de baixa tensão, o equivalente ao consumo do Espírito Santo, durante um ano.

 

E o que a Light tem feito para combater isso? Por meio de uma parceria com a Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) e com as delegacias locais, a companhia já realizou, entre janeiro e novembro, 96 operações especiais, com 54 mil inspeções e 29 mil irregularidades (todas normalizadas), ou seja, a cada 100 clientes, 54 furtavam energia. Além disso, foram registrados 371 boletins de ocorrência e 43 prisões em flagrante.

O Superintendente de Recuperação de Energia da Light, Rainilton de Andrade, conta que a empresa já aumentou em 30% o seu efetivo de combate à fraude em função do verão: “Com o clima mais quente, a companhia intensificou ações desse tipo. Estamos realizando semanalmente de três a quatro operações contra o furto de energia”, afirma.

O furto de energia é crime previsto no artigo 155 do Código Penal, com pena que pode chegar a 8 anos de reclusão. As contas de energia poderiam ser 17% mais baratas se não fosse o furto de energia no Rio. A Light realiza diariamente inspeções de rotina para verificação de fraudes e, em cada 100 unidades verificadas, 65 apresentam irregularidade, em média.

Denúncia

A empresa pede que o cliente denuncie os "gatos" de energia por meio da Agência Virtual pelo site www.light.com.br, pelas redes sociais (twitter.com/lightclientes e facebook.com/lightclientes) ou pelo Disque-Light (0800-021-0196). Pelos mesmos canais, é possível solicitar o restabelecimento da energia, em casos de interrupção.

Conflitos armados

Outro fator que causa interrupções no fornecimento de energia é o conflito armado. Nestas situações, serviços como o restabelecimento da energia só podem ser executados após os confrontos, pois os profissionais da Light, ou à serviço da empresa, só atuam em condições de segurança.

A Light registrou, em todo o ano de 2016, 268 interrupções devido aos confrontos armados em toda a sua área de concessão, afetando 78.734 clientes. Os projéteis danificam equipamentos da rede elétrica, como transformadores e cabos, o que torna o trabalho dos técnicos de campo muito mais complexo. Somente em 2016, a Light trocou 138 transformadores atingidos por projéteis.

As 268 interrupções de 2016 estão assim divididas, por região:

- Zona Norte do Rio de Janeiro – 157 interrupções (58,5%);

- Zona Sul do Rio de Janeiro – 72 interrupções (26,8%);

- Zona Oeste do Rio de Janeiro – 21 interrupções (7,8%);

- Baixada Fluminense – 11 interrupções (4,1%);

- Vale do Paraíba – 7 interrupções (2,6%).



Fonte: Redação/Assessoria
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