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Energia Limpa

Área para eólicas no mar da Capital sai em 30 dias

02/05/2011 | 10h26
O primeiro projeto para determinar uma Área Ecológica Eólica (AEE), em Fortaleza, deverá ser apresentado, dentro dos próximos 30 dias, à Câmara Setorial de Energia Eólica (CSE). A proposta é de se realizar um estudo no litoral de Fortaleza, na área marítima de cinco quilômetros quadrados (modelo off-shore), compreendida entre o Mucuripe e a Ponte Metálica.
 
 
Os postes eólicos poderiam atender à demanda de energia elétrica de toda orla marítima da Avenida Beira Mar.
 

De acordo com a ideia original do projeto, elaborado pela empresa cearense Gram-Eollic, a capacidade energética gerada pelas 15 torres, de aproximadamente 100 metros de altura cada uma, seria de 45 megawatts.
 

"O projeto prevê a injeção direta de energia nos transformadores da rede, sem necessidade de linha de transmissão e subestação. O suficiente para abastecer hotéis, restaurantes e a iluminação pública da Avenida Beira-Mar", afirma o proprietário da empresa, Fernando Alves Ximenes.
 

Segundo Fernando, que também é primeiro secretário da Câmara Setorial, o projeto é uma espécie de modelo off-shore para que apareçam outros que possam ser identificados e apresentados como potenciais Áreas Ecológicas Eólicas no litoral cearense. "As AEEs serão importantes, pois vão reduzir o tempo para homologação dos investimentos", explica.
 

Impacto visual
 
 
Segundo o especialista, a proposta de se colocar torres entre 300 metros e 2 quilômetros de distância da faixa litorânea da Cidade não implicaria em poluição visual. "Pelo contrário, é um atrativo a mais. Vale lembrar que a energia é 100% limpa e renovável. Além disso, a distância entre os postes, perto de 500 metros, é o bastante para não atrapalhar a navegação de embarcações de pesca e esportiva".
 

Ele adianta que outros projetos que estão sendo elaborados devem ser apresentados até o fim de 2011, não só no modelo off-shore, mas também on-shore (na terra). "Os órgãos ambientais estão apoiando a ideia das AEEs. É um passo importante para atrair os empreendimentos de fora, já que potencial o nosso Estado tem de sobra", complementa Fernando.
 

Depois de apresentado na CSE, o governo estadual deve decidir pela autorização de um estudo complementar mais detalhado que pode levar um período de cerca de três anos para determinar a AEE na área especificada pelo projeto.
 
 
Potencial
 
 
Possuindo o maior potencial de ventos para a produção de energia do Brasil e Estado com a maior capacidade instalada, com 577,93 megawatts (MW), o Ceará vai se mobilizando para não perder seu papel de liderança no setor. Realidade que pode estar bem próxima, uma vez que o Rio Grande do Norte já ganhou a frente no número de projetos aprovados para novos parques eólicos nos dois últimos leilões específicos, realizados pelo governo federal.
 

Até o meio-dia da próxima quarta-feira (4), os empreendedores deverão entregar à Empresa de Pesquisa Energética (EPE) os seus projetos para participar dos leilões A-3 e Energia de Reserva, previstos para ocorrerem em julho. Para garantir um melhor desempenho cearense, o governo estadual lançou duas medidas e promete uma outra. Uma foi a isenção de até 74% do ICMS devido na compra de equipamentos para construção de parques. A simplificação da licença ambiental foi garantida, e falta ainda a sanção do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE), que orienta a ocupação da zona costeira.


Fonte: Diário do Nordeste
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