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Risco

Área da Refinaria de Manguinhos comprometerá saúde de futuros moradores

18/10/2012 | 11h14

 

A possível criação de um conjunto habitacional na área ocupada pela Refinaria de Manguinhos, na zona norte do Rio de Janeiro, pode comprometer a saúde dos futuros moradores. A afirmação foi feita nesta quinta-feira (18) pelo professor de engenharia geotécnica Márcio Almeida. Ele dá aulas no Instituto de Pós-Graduação em Engenharia, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
O decreto de desapropriação da área foi publicado no Diário Oficial da última terça-feira (16). Para o governo estadual, o imóvel apresenta características ideais para a implantação de um projeto habitacional destinado à população de baixa renda. Técnicos do governo acreditam que será possível construir um bairro planejado, com apartamentos, escolas, áreas de lazer, postos de saúde, biblioteca, entre outros equipamentos públicos.
De acordo com o professor, estudos realizados no ano de 1998 e reforçados dez anos depois comprovam que no local há uma grande concentração de compostos químicos e metais pesados. Segundo ele, a quantidade destes produtos pode causar doenças graves à população como o câncer, além de contribuir para a poluição do meio ambiente.
Ele explica que na área foram instalados tanques para as atividades industriais de uma refinaria. Na execução de suas funções, os trabalhadores usam equipamentos específicos para a proteção. "Foi tudo aterrado para colocar os tanques. Com certeza esse aterro está contaminado. Para a atividade industrial se coloca uma laje, se faz uma cartilagem e os trabalhadores têm equipamentos que isolam os materiais, mas quando se fala em conjunto habitacional, é outra realidade", disse.
Márcio Almeida afirma que para o governo construir um conjunto habitacional será necessário recuperar da área contaminada. Ele calcula que os R$ 100 milhões estimados pelo estado serão insuficientes para completar o trabalho. "O gasto é muito elevado. Com esse valor não vai ser possível completar a recuperação", afirmou o professor, acrescentando que o tempo necessário é de 2 a 3 anos.
Criada no anos 50, a Refinaria de Petróleo de Manguinhos é uma empresa privada de capital aberto. De acordo com nota divulgada pela assessoria de imprensa, a companhia refinou nos últimos 12 meses mais de três milhões e 500 mil barris de petróleo. Além disso, gera mil empregos diretos e quatro mil indiretos e contribui com a comunidade local por meio do projeto Usina da Cidadania. Segundo a empresa, o projeto atende a 750 crianças inscritas no programa educacional e de esportes.
A empresa assegura que desenvolve projetos para ampliação e modernização de seu parque de refino e estocagem. Entre as iniciativas estão: a expansão do terminal de tanques de armazenagem, com um investimentos previstos de R$ 1,4 bilhão. "Desta forma, dando continuidade ao trabalho de modernização e expansão de novos negócios, a companhia tem a tranquilidade e a certeza de estar no rumo acelerado de desenvolvimento, ampliando novas oportunidades de negócios em seu parque estratégico de refino e tancagem", diz a nota.

A possível criação de um conjunto habitacional na área ocupada pela Refinaria de Manguinhos, na zona norte do Rio de Janeiro, pode comprometer a saúde dos futuros moradores. A afirmação foi feita nesta quinta-feira (18) pelo professor de engenharia geotécnica Márcio Almeida. Ele dá aulas no Instituto de Pós-Graduação em Engenharia, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).


O decreto de desapropriação da área foi publicado no Diário Oficial da última terça-feira (16). Para o governo estadual, o imóvel apresenta características ideais para a implantação de um projeto habitacional destinado à população de baixa renda. Técnicos do governo acreditam que será possível construir um bairro planejado, com apartamentos, escolas, áreas de lazer, postos de saúde, biblioteca, entre outros equipamentos públicos.


De acordo com o professor, estudos realizados no ano de 1998 e reforçados dez anos depois comprovam que no local há uma grande concentração de compostos químicos e metais pesados. Segundo ele, a quantidade destes produtos pode causar doenças graves à população como o câncer, além de contribuir para a poluição do meio ambiente.


Ele explica que na área foram instalados tanques para as atividades industriais de uma refinaria. Na execução de suas funções, os trabalhadores usam equipamentos específicos para a proteção. "Foi tudo aterrado para colocar os tanques. Com certeza esse aterro está contaminado. Para a atividade industrial se coloca uma laje, se faz uma cartilagem e os trabalhadores têm equipamentos que isolam os materiais, mas quando se fala em conjunto habitacional, é outra realidade", disse.


Márcio Almeida afirma que para o governo construir um conjunto habitacional será necessário recuperar da área contaminada. Ele calcula que os R$ 100 milhões estimados pelo estado serão insuficientes para completar o trabalho. "O gasto é muito elevado. Com esse valor não vai ser possível completar a recuperação", afirmou o professor, acrescentando que o tempo necessário é de 2 a 3 anos.


Criada no anos 50, a Refinaria de Petróleo de Manguinhos é uma empresa privada de capital aberto. De acordo com nota divulgada pela assessoria de imprensa, a companhia refinou nos últimos 12 meses mais de três milhões e 500 mil barris de petróleo. Além disso, gera mil empregos diretos e quatro mil indiretos e contribui com a comunidade local por meio do projeto Usina da Cidadania. Segundo a empresa, o projeto atende a 750 crianças inscritas no programa educacional e de esportes.


A empresa assegura que desenvolve projetos para ampliação e modernização de seu parque de refino e estocagem. Entre as iniciativas estão: a expansão do terminal de tanques de armazenagem, com um investimentos previstos de R$ 1,4 bilhão. "Desta forma, dando continuidade ao trabalho de modernização e expansão de novos negócios, a companhia tem a tranquilidade e a certeza de estar no rumo acelerado de desenvolvimento, ampliando novas oportunidades de negócios em seu parque estratégico de refino e tancagem", diz a nota.



Fonte: Agência Brasil
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