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Agroenergia

Após frustração, BP passa a mirar usinas da CNAA

07/02/2011 | 10h24
Depois de ser surpreendida pela Noble e perder uma disputa praticamente ganha para comprar as duas usinas de açúcar e álcool do grupo paulista Cerradinho, a BP (ex-British Petroleum) agora direciona esforços para tentar adquirir os ativos da Companhia Nacional de Açúcar e Álcool (CNAA), que tem como acionistas os fundos Riverstone e Goldman Sachs.
 

A petroleira entrou nas últimas semanas na briga para comprar 100% das duas usinas da CNAA, localizadas em Minas Gerais e Goiás e que têm, juntas, 4 milhões de toneladas de capacidade de moagem de cana, e de um projeto greenfield em construção em Campina Verde (MG). Até então, a CNAA tinha como principais pretendentes as multinacionais Bunge e Louis Dreyfus, que continuam no páreo - esta última com mais afinco, de acordo com fontes do segmento. Procuradas, CNAA, BP, Bunge e Dreyfus não comentaram.
 

Desde que se propôs a investir em biocombustíveis no Brasil, em 2006, a BP conseguiu apenas comprar 50% da usina Tropical, localizada em Edéia (GO), com moagem de 2,4 milhões de toneladas de cana. A unidade tem como sócias, com 25% cada, a Dreyfus e o grupo Maeda, incorporado em dezembro pela Brasil Ecodiesel.
 

Nos últimos meses, a BP entrou em outras negociações para comprar usinas, sendo a mais recente a briga por metade do grupo Cerradinho, de Catanduva (SP). Assim como está em vias de fazer com a CNAA, a BP assinou um memorando de entendimentos com a Cerradinho em meados de 2010 para ter exclusividade nas negociações. No início de dezembro, o acordo estava na fase final de fechamento, mas, como apurou o Valor, quando a BP passou a tentar modificar cláusulas no contrato a Cerradinho acionou um "plano B" e fechou em apenas três dias a venda para o Noble Group.
 

Após a derrota, o mercado acreditou que a BP poderia até desistir de entrar no segmento, uma vez que a Cerradinho era praticamente o único grupo disponível de médio porte com padrões de governança bem vistos pelo mercado. Mas a companhia parece estar decidida a continuar. Além de ter entrado agressivamente na disputa pela CNAA, a petroleira está disposta a convencer seus sócios na Tropical a investirem para dobrar a capacidade instalada.
 

Há meses Bunge e Dreyfus negociam com a CNAA, que em janeiro teria decidido não fechar negócios com nenhuma delas até que uma outra proposta fosse feita. A CNAA se tornou uma negociação complicada porque o Riverstone, principal acionista e credor da empresa, tem como condição para a venda a recuperação de todo o valor emprestado para o projeto que, em março de 2009, era de R$ 672,8 milhões. A condição, portanto, não contempla renegociação de débitos.


Fonte: Valor Econômico
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