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Mineração

Aporte de US$ 400 milhões da Wisco vai zerar dívida da MMX

16/12/2009 | 09h34
A mineradora brasileira MMX prevê que sua dívida atual, de aproximadamente US$ 600 milhões, será liquidada com a operação de aumento de capital que resultará na entrada da chinesa Wisco como sócia, afirmou o presidente da empresa, Roger Downey.


Segundo ele, além do aporte da Wisco de US$ 400 milhões, os acionistas minoritários deverão entrar com mais US$ 260 milhões, eliminando a dívida atual e possibilitando novos endividamentos no futuro para projetos de investimento.


"Nossa dívida estará perto de zero e com isso poderemos buscar novas alternativas de funding, como o banco chinês de fomento", afirmou Downey, durante evento da Associação de Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais do Rio de Janeiro (Apimec-RJ).


A expectativa é de que a operação ocorra no início de 2010, segundo Downey, que informou que parte da dívida - cerca de US$ 250 milhões - está sendo renegociada no momento para um prazo maior. Segundo o diretor Financeiro da MMX, Luis Fischman, também no evento, o objetivo é alongar o prazo da dívida de 14 para 28 meses. A MMX, controlada pelo empresário Eike Batista, anunciou no dia 30 de novembro a venda de 21,5% de seu capital para a Wisco (Wuhan Iron & Steel Corp) por US$ 400 milhões.


O acordo também inclui um contrato de 20 anos relativo a fornecimento de minério de ferro à empresa chinesa e a construção de uma usina siderúrgica integrada no Porto de Açu, da LLX, outra empresa de Batista. O contrato é baseado nos preços benchmark.


Pelos termos, a MMX garante oferta de 50% do minério de ferro a ser produzido na unidade de Serra Azul do sistema MMX Sudeste, com a possibilidade de aumento do fornecimento em pelo menos 50% do minério de ferro a ser produzido na unidade de Bom Sucesso. A Wisco produz 31 milhões de toneladas de aço anualmente e tem o objetivo de elevar essa capacidade para até 80 milhões de toneladas de aço/ano.



CHINA INSACIÁVEL. A MMX engloba a MMX Corumbá e a MMX Sudeste. Esta última será ampliada para 33 milhões de toneladas entre 2014-2015, informou Downey. A empresa está finalizando também o projeto conceitual de uma mina no Chile, com previsão de produção de 10 milhões de toneladas por ano de minério de ferro, ainda sem data para o início da operação, visando o mercado asiático.


"A China tem um apetite insaciável por minério de ferro e todo minério de ferro que produzirmos será insuficiente. A Wisco nos escolheu justamente pelo nosso potencial de crescimento", explicou Downey.


A MMX tem atualmente capacidade instalada de 9 milhões de toneladas de minério de ferro e prevê aumentar essa capacidade para cerca de 40 milhões de toneladas entre 2014 e 2015. Downey considerou que o fato de ter 50% da produção comprometida com a Wisco é favorável e revelou que a siderúrgica chinesa queria, no início, ter 100%.


"Inicialmente, a Wisco queria 100% da produção e achamos um risco comercial alto. Preferimos 50% com um cliente e o restante minimizando o risco comercial", contou.


Ele vê grande chance de recuperação do preço do minério em 2010, "para os níveis de 2007" e, sem citar números, concordou com a possibilidade do preço atingir uma alta entre 20% e 30%."É possível que reverta a queda de 2009", avaliou, lembrando que muitos projetos foram suspensos por conta da crise e as minas mais caras interromperam a produção.


"Houve atrofia da oferta e a demanda se recuperou muito rápido", explicou, ressaltando que as primeiras exportações mais expressivas acontecerão depois de 2011.


Fonte: Jornal do Commercio
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