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Economia

Anúncio de produção de gás eleva ações da OGX

18/05/2011 | 09h55
A primeira confirmação de viabilidade de produção divulgada ontem pela OGX pode ter marcado o início de uma reversão na trajetória de queda das ações da petroleira do grupo EBX, do empresário Eike Batista.


Os papéis da companhia acumulavam desvalorização de quase 30% no ano. Ontem, experimentaram uma alta de 7,8% - a maior registrada no dia na BMF&Bovespa. As ações encerraram o pregão cotadas a R$ 14,92.


A OGX enviou à Agência Nacional de Petróleo (ANP) um plano de desenvolvimento para duas acumulações de gás no Vale do Parnaíba (MA): a Califórnia e a Fazenda São José.


Até 2013, a companhia estima que esses campos devem atingir uma produção de 5,7 milhões de metros cúbicos por dia de gás. O combustível deve ser consumido pelas usinas termelétricas da MPX - também do grupo EBX - que já possuem licença ambiental para serem instaladas na região.


Por si só, essa notícia não seria capaz de influenciar tanto o preço das ações. Tanto pelo volume de gás envolvido, considerado modesto, quanto pelo fato de não se referir à exploração na Bacia de Campos, onde se avalia um menor risco técnico nas operações.


No entanto, de acordo com Auro Rozenbaum, analista da Bradesco Corretora, a notícia deu um voto de credibilidade para a OGX, cujos papéis ainda amargavam a má repercussão do último relatório da D&M, uma certificadora de reservas estimadas, que trouxe resultado abaixo das expectativas de parte dos analistas.


Segundo Rozenbaum, o papel da OGX está sendo negociado com um desconto de pelo menos 40%. "Na abertura de capital, a ação foi avaliada em R$ 11,3. De lá para cá, as estimativas de reservas subiram de 4,8 bilhões para 10,8 bilhões de barris e houve 100% de aproveitamento na Bacia de Campos. Não fosse o ruído especulativo, o preço estaria perto de R$ 25,5", diz Rozenbaum.


O analista aponta preço-alvo de R$ 37,4 em 12 meses para as ações da OGX. A recomendação para os papéis é de compra.


Para Nelson Rodrigues Matos, analista do Banco do Brasil, o risco da OGX ainda existe, mas o valor dos papéis está subestimado. Ele acredita que a ação da OGX pode chegar a R$ 30,6 já em dezembro deste ano.

"No mesmo comunicado ao mercado, a empresa informou que encontrou outros dois poços de hidrocarbonetos no Vale do Parnaíba. O volume de gás comercializável no local pode ser bem maior, pois os poços estão distantes um do outro", explica Matos.


O analista do Banco do Brasil destaca também a sinergia entre a OGX e a MPX, fato bem-visto pelo mercado.


No relatório em que anunciou o início da cobertura do setor de energia da América Latina, divulgado ontem, o banco Barclays apresentou a MPX como sua principal aposta no continente. O banco destacou a parceira com a OGX no Vale do Parnaíba e apontou preço-alvo de R$ 56 para os papéis da MPX, uma alta de 44% em relação ao valor atual, e de R$ 23 para os papéis da OGX, alta de 38%.


Apesar disso, o Barclays informa que prefere os papéis da HRT em relação aos da OGX, ambas empresas pré-operacionais. O banco acredita que as ações da HRT estão sendo negociadas com 82% de desconto.


Fonte: Valor Econômico
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