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Campo de Frade

ANP não está convencida de que Chevron conseguiu tapar poço que vazou óleo

09/12/2011 | 14h56
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou hoje (9) que a empresa petrolífera Chevron ainda não conseguiu provar que teve êxito na cimentação do poço que vazou petróleo na Bacia de Campos. Segundo a diretora da ANP Magda Chambriard, a agência ainda não está segura sobre a eficácia do tampão de cimento do poço no Campo de Frade e, por isso, ainda não é possível abandoná-lo. Segundo ela, há ainda risco de que o óleo possa voltar a vazar.

“Estamos checando a integridade do segundo tampão de cimento. A gente checa isso através de perfis de cimentação. Esses perfis de cimentação não estão nos mostrando a perfeita integridade desses tampões de cimento. Eles ainda não mostram a perfeita aderência do cimento ao poço. Essa 'bola' está com a Chevron. Ela tem que nos provar que o que fez está certo. Mas ainda não conseguiu nos provar isso”, disse Chambriard.

De acordo com a ANP, apesar do vazamento principal ter sido contido, há ainda vazamentos residuais, de gotas de óleo que atravessam rachaduras no leito submarino. Segundo a diretora, há um equipamento recolhendo essas gotas. A mancha do vazamento principal ainda se espalha por uma área de 240 mil metros quadrados.

Chambriard disse que a ANP já constatou dez “não conformidades” (irregularidades) na plataforma da Chevron no Campo de Frade, que são alvo de três autos de infração da agência reguladora.

De acordo com a diretora, mesmo antes do vazamento da Chevron, a ANP vinha mantendo uma fiscalização rigorosa sobre as plataformas de perfuração e produção de petróleo que atuam no mar brasileiro. Desde agosto do ano passado, mais de 680 irregularidades foram encontradas em várias dessas plataformas, levando a interdição de 11 e a emissão de R$ 52 milhões em multas. Não foi revelado quantas e quais empresas efetuaram o pagamento dessas multas.

Na cerimônia de despedida do diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, Chambriard cobrou do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, a promoção de um novo concurso público para contratar 150 funcionários, que reforçariam a estrutura de fiscalização da agência reguladora.


Fonte: Agência Brasil
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