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Aço

Análise: Minério de ferro dá o tom no balanço da CSN

28/10/2011 | 10h42
O balanço da Cia. Siderúrgica Nacional (CSN), divulgado ontem à noite (27), mostrou que a empresa comandada pelo empresário Benjamin Steinbruch vem ganhando dinheiro de fato é com a mineração de ferro, e quase nada com aço. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) obtido com o negócio de mineração no terceiro trimestre respondeu por 59% do total de R$ 1,7 bilhão.

Essa linha do resultado da companhia saltou de R$ 831 milhões no mesmo trimestre de 2010 para R$ 1,04 bilhão no fim de setembro, com margem de 66%. Enquanto isso, a atividade siderúrgica despenca a cada trimestre: no mesmo período saiu de R$ 957 milhões para R$ 596 milhões, com margem Ebitda de 26%.

Na receita líquida, a siderurgia ainda se manteve preponderante, com R$ 2,3 bilhões (53% do total), resultado da venda de 1,22 milhão de toneladas de aço produzido na usina de Volta Redonda (RJ). Porém, exibiu uma retração expressiva frente aos R$ 2,5 bilhões do mesmo trimestre de 2010 e do segundo trimestre deste ano.

A mineração de ferro, com as operações da mina Casa de Pedra (100% CSN) e da controlada Namisa (60%), alcançou R$ 1,58 bilhão, o que representou 36,4% do total da receita. Um ano atrás, esse negócio faturava R$ 1,2 bilhão.

Todos os esforços da CSN nos últimos anos têm sido direcionados à mineração de ferro, com investimento pesado na expansão da mina casa de Pedra, que está apta a produzir 40 milhões de toneladas. Também no porto de Sepetiba, que é a base de exportação. De julho a setembro, da venda de 8 milhões de toneladas, 96% foram embarcados ao mercado externo, principalmente a Ásia. China, Japão e Coreia do Sul são os principais clientes.

No negócio aço, a companhia, como outras do setor, enfrenta a concorrência de aço importado no mercado doméstico, tanto de forma direta quanto indireta (via produtos acabados, como automóveis e máquinas e equipamentos). No caso da CSN, o ataque maior tem sido em aços mais nobres, como os galvanizados e pré-pintados.

A margem Ebitda dessa unidade de negócio caiu para 26%, três pontos percentuais a menos que no trimestre anterior. Isso não leva em conta que o minério é computado a preço de custo, por ser próprio. Se fosse a valor de mercado, a margem ficaria entre 12% e 15%, segundo analistas. Na mineração, houve também leve retração na margem, para 66% (foi 68% de abril a junho).

Os outros três negócios da CSN - logística (de portos e ferroviária), cimento e energia - responderam por 10,7% da receita líquida e por 7,7% do Ebitda da companhia no terceiro trimestre.


Fonte: Valor Online
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