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Noble Group

Ampliação de investimentos no Brasil

20/10/2008 | 04h11

O Noble Group, trading de commodities com sede em Hong Kong, planeja ampliar os investimentos no Brasil. Os aportes têm como foco cinco áreas de atuação, consideradas estratégicas: soja, açúcar e álcool, logística, fertilizantes e café. "O Brasil está no radar do grupo e é hoje o segundo país mais importante para receber investimentos da companhia [o primeiro é a Austrália]", afirmou Ricardo Leiman, diretor de operações globais (COO) da multinacional, ao Valor.

 

Fundado em 1987, o grupo registrou faturamento global de US$ 23 bilhões em 2007 e prevê encerrar este ano com vendas de US$ 40 bilhões. Com cerca de 65% de sua receita amparada em energia e mineração, o grupo quer reforçar seus negócios agrícolas. Para isso, mirou o Brasil para os investimentos.


Com atuação no país há quase 20 anos, o grupo intensificou seus negócios a partir de 2004, quando passou a adquirir mais grãos - soja e café. No ano passado, o Noble adquiriu cinco armazéns para grãos (milho e soja) nos Estados de Paraná e Mato Grosso, e uma usina de açúcar e álcool, a Noroeste Paulista, em São Paulo.


Neste ano, o grupo anunciou a construção de sua segunda usina sucroalcooleira no Brasil, também em São Paulo, e investimentos em infra-estrutura logística nos portos de Itaqui (MA), para combustíveis (etanol, biodiesel e diesel), e Santos (SP), para de granéis sólidos (soja e açúcar) (SP). Além disso, comprou uma participação de 30% na mineradora Mhag, no Rio Grande do Norte.


A companhia não detalhe o valor dos novos investimentos que pretende fazer. Leiman limita-se a dizer que, nos últimos dois anos, a companhia fez aportes em torno de US$ 1 bilhão em diversos países, e que grande parte desses recursos foram direcionados ao Brasil. O Valor apurou que o grupo já investiu cerca de US$ 600 milhões no país e que esse montante poderá dobrar nos próximos anos.


A Leiman não titubeia para explicar de onde virão os recursos para os investimentos que a empresa pretende fazer no país, em pleno período de turbulência e global. "Temos dinheiro em caixa para todos esses aportes". E acrescentou: "A crise financeira global, pelo menos para o grupo, será positiva, uma vez que os ativos ficam mais baratos".


No Brasil, os principais investimentos estão concentrados em São Paulo, onde o grupo está construindo sua segunda usina, na cidade de Meridiano, no noroeste do Estado, a 40 quilômetro de sua outra unidade. Esse projeto, com aportes de cerca de US$ 300 milhões, deverá entrar em operação a partir do segundo semestre de 2009. "O objetivo é processar nessas duas unidades cerca de 10 milhões de toneladas, quando as unidades estiverem operando em plena capacidade", disse Leiman.


A usina Noroeste Paulista, adquirida em 2007, moía cerca de 1,3 milhão de toneladas na safra 2006/07 e passou para 2 milhões em 2007/08. Neste ciclo, 2008/09, deverá processar 3 milhões de toneladas de cana e atingir 5 milhões em 2009/10, segundo o executivo.


Também no Estado, o grupo anunciou no mês passado a construção de seu primeiro terminal graneleiro e de açúcar no porto de Santos (SP). O terminal da trading em Santos terá capacidade estática de armazenagem para 90 mil toneladas de açúcar ou para 73 mil toneladas de grãos (soja ou milho). O empreendimento ocupará área arrendada obtida por licitação pública pela Itamaraty, sócio que possui 25% do terminal. O Noble detém 75% do empreendimento, que deverá entrar em operação em novembro ano que vem.


Neste mês, o grupo asiático anunciou que construirá um terminal para combustíveis no porto de Itaqui, que também deverá entrar em operação no terceiro trimestre do ano que vem. A capacidade estática para estocagem desse terminal é de 132,990 milhões de litros de combustíveis, específico para etanol, biodiesel e diesel. Os aportes nesse terminal serão feitos por meio da subsidiária do grupo, a Temmar (Terminal Marítimo do Maranhão).


Em Minas Gerais, na cidade de Alfenas, o grupo está construindo um armazém em Alfenas (MG), com capacidade para 400 mil sacas de café de 60 quilos.


Em soja, o grupo planeja ter sua própria esmagadora no país. "Estamos olhando os ativos da Agrenco. Mas caso não dê certo, vamos adquirir outra unidade no país." Já no setor de fertilizantes, o grupo que já tem 50% de participação na paranaense Península Fertilizantes, uma misturadora de adubos, também pretende ampliar os negócios na área. "Estamos avaliando se faremos um aporte para aumentar a produção dessa unidade ou se vamos fazer nova aquisição", disse.



Fonte: Valor Econômico
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