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Estudo

Amido termoplástico poderá substituir plástico de origem petroquímica

07/10/2011 | 15h07
Um estudo desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Materiais (PPGCM) do campus Sorocaba da UFSCar realizou experimentos com amido para a criação de plásticos descartáveis, o que visa substituir o plástico convencional por um biodegradável.

De acordo com o estudo, o TPS poderá ser aplicado principalmente em materiais descartáveis como sacolas plásticas e copos descartáveis, por exemplo, mas para ser lançado comercialmente ainda são necessárias algumas adequações. O amido, reserva de alimentos de plantas como o milho, arroz e mandioca, é encontrado abundantemente no Brasil graças ao cultivo extensivo e intensivo de cereais, além de ser renovável e possuir custo relativamente baixo. Ele também é um importante segmento da economia e pode ser convertido química, física e biologicamente em compostos úteis à indústria.

Sob pressão e temperatura, e na presença de um agente plastificante, a substância pode ser gelatinizada e, sob o efeito de cisalhamento, também pode se transformar em um material fundido, denominado amido termoplástico (TPS). Segundo a pesquisa, que durou dois anos, foi possível modificar as cadeias poliméricas do TPS, conseguindo quebrá-las em um processo de despolimerização e ligá-las novamente em um processo de repolimerização, em uma única etapa de processamento via extrusão.

"Com essa modificação química o material apresentou um aumento em suas propriedades mecânicas e uma diminuição na sua capacidade de absorção de água, resultado importante que era o objetivo do estudo", garante Adriane Medeiros Ferreira, que desenvolveu a pesquisa.

As vantagens dos produtos obtidos a partir de amido termoplástico é que eles são mais baratos que os plásticos sintéticos derivados de petróleo e possuem a vantagem de serem biodegradáveis. Além disso, o amido termoplástico pode ser processado nos mesmos equipamentos tradicionalmente empregados para o processamento dos plásticos convencionais, não sendo necessário nenhum gasto extra para sua utilização.

Adriane foi orientada pelo professor Antônio José Felix de Carvalho, da Universidade de São Paulo (USP), e co-orientada pela pesquisadora Alessandra Luzia Róz. A banca avaliadora foi composta pela professora Wang Shu Hui, da Escola Politécnica da USP, e pelo professor Alessandro Gandini, da Universidade de Aveiro, em Portugal.


Fonte: Redação
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