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Petroquímica

Americanos vão se aliar à Argentina contra Brasil

16/01/2007 | 00h00

Pelas regras da OMC, os americanos têm até o dia 19 para pedir para fazer parte da disputa. Fontes na Casa Branca confirmaram ao Estado que a oficialização da entrada americana no processo pode ocorrer no início desta semana.

O governo dos Estados Unidos confirma, pela primeira vez, que deve se aliar à queixa feita pela Argentina contra sobretaxas impostas pelo Brasil às resinas. A informação é do vice-representante de Comércio da Casa Branca, John Veroneau. Brasil e Argentina acertaram a data para as consultas - primeira fase do processo - para 30 de janeiro, em Brasília.

Pelas regras da OMC, os americanos têm até o dia 19 para pedir para fazer parte da disputa. Fontes na Casa Branca confirmaram ao Estado que a oficialização da entrada americana no processo pode ocorrer no início desta semana.

Os argentinos lançaram o caso no fim de dezembro, argumentando que a barreira brasileira de US$ 641 por tonelada da resina PET seria ilegal. Brasília estabeleceu a taxa após concluir que a empresa exportadora na Argentina Voridian (subsidiária da americana Eastman) estava praticando dumping. Uma taxa ainda maior, de mais de US$ 800, foi imposta sobre as vendas dos Estados Unidos aos mercados nacionais.

A barreira fez com que os argentinos acionassem o Brasil na OMC e a primeira rodada de consultas pode ocorrer no dia 30 deste mês. Buenos Aires, sabendo que o caso poderia ser delicado em termos políticos, afirma não ter contatado o governo americano para formar uma aliança contra o Brasil. Mas, em seu pedido de consultas com o Brasil na OMC, deixou aberta a possibilidade jurídica para que outros países façam parte.

"Temos interesse no caso", afirmou Veroneau. O embaixador dos Estados Unidos na OMC, Peter Allgeier, também confirmou que empresas americanas estão envolvidas. Tanto a empresa na Argentina como a companhia que vende o produto a partir de sua fábrica nos Estados Unidos são de capital americano. No Brasil, a italiana M&G é quem controla o mercado e pediu ao governo a criação da sobretaxa.

Segundo assessores europeus da M&G, a companhia está prestes a inaugurar a maior usina de produção de PET do mundo. A fábrica está em construção há três anos na cidade de Ipojuca, em Pernambuco, e promete abastecer o mercado brasileiro e ainda gerar um volume suficiente para exportar. Para se defender, o governo brasileiro tentou adiar o quanto pôde as consultas.



Fonte: O Estado de São Pau
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