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Economia

Alta nos combustíveis pressiona inflação oficial em julho

05/08/2011 | 13h33
Embora o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial no país, tenha ficado praticamente estável de junho para julho (de 0,15% para 0,16%), o perfil do resultado teve diferenças significativas entre os dois meses. De acordo com a coordenadora de Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eulina Nunes dos Santos, em julho, a taxa foi pressionada, principalmente, pela alta nos combustíveis, cujos preços subiram, em média, 0,47% no mês, depois de caírem 4,25% em junho. O litro da gasolina, que havia registrado queda de 3,94% um mês antes, teve alta de 0,15% no período.
 

“Em julho a maioria dos grupos apresentou resultado inferior ao observado em junho. A pressão veio basicamente dos combustíveis, que vinham durante dois meses apresentando resultados negativos, e voltaram a pressionar a inflação, especialmente por causa do etanol, que por sua vez pressiona os preços da gasolina”, destacou Eulina.
 
 
“Esse é um dos itens mais importantes no orçamento das famílias. Qualquer movimento nele mexe no bolso do consumidor e nos índices de inflação”, explicou, acrescentando que somente este ano a gasolina acumula alta de 6,30%, superior à elevação registrada durante todo o ano passado (1,67%). O etanol subiu, de janeiro a julho, 10,19%. Já ao longo de 2010 acumulou aumento de 4,36%.
 

Segundo Eulina, a alta no etanol pode ser explicada por problemas na safra da cana-de-açúcar, que deve ter redução de 5% este ano, e pela perda de qualidade do produto em função de problemas climáticos, além do “descompasso entre a oferta e a procura, com o aumento da frota de carros flex no país”.
 
 
Com isso, a taxa do grupo transportes, também pressionada pelas tarifas de ônibus interestaduais (de 0,55% para 5,60%), que tiveram reajuste em julho, passou de – 0,61% para 0,46% no período.
 
 
Já os alimentos tiveram queda mais forte em julho, tendo passado de -0,26% para –0,34%, de acordo com o levantamento do IBGE. Ficaram mais baratos na passagem de um mês para o outro o tomate (-15,32%) e as carnes (-1,12%).
Também apresentaram decréscimos em suas taxas os grupos habitação (de 0,58% para 0,27%), artigos de residência (de 0,42% para 0,03%), vestuário (de 1,25% para 0,10%), saúde e cuidados pessoais (de 0,67% para 0,47%) e despesas pessoais (de 0,67% para 0,49%). Educação manteve a taxa do mês anterior (0,11%) e comunicação passou de -0,05% para -0,04%.
 
 
 
Entre as regiões, Brasília registrou o maior índice (0,60%) e Recife (-0,15%), o menor. Para o mês de agosto, Eulina destacou que já há algumas pressões previstas, como é o caso de taxa de água e esgoto, que terá reajuste em algumas regiões metropolitanas, e o cigarro.
 
 
 
O documento do IBGE também mostra que a inflação acumulada no período de 12 meses encerrado em julho ficou em 6,87% e atingiu o resultado mais elevado desde junho de 2005, quando ficou em 7,27%. Em junho de 2011, o índice acumulado havia sido 6,71%.
 
 
 
Nessa base de comparação, os alimentos foram os que mais pressionaram o resultado, com aumento de 9,36%. O item refeições fora de casa exerceu o principal impacto, com variação de 11,97%.
 
 
 
O IPCA se refere às famílias com rendimento até 40 salários mínimos e abrange nove regiões metropolitanas do país, além do município de Goiânia e de Brasília. Para o cálculo do índice de julho foram coletados preços entre 29 de junho e 27 de julho e comparados àqueles vigentes entre 28 de maio e 28 de junho.


Fonte: Agência Brasil
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