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Alta do Petróleo é impulsionada por demanda aquecida e fator de risco e beneficia Sexta Rodada

14/05/2004 | 00h00

A escalada dos preços internacionais do petróleo, com o barril WTI superando a marca dos US$ 41, pode ser comparada às crises do petróleo dos anos 1973 e 1979. Segundo o consultor Adriano Pires, Centro Brasileiro de Infra-estrutura, a convergência de razões econômicas e políticas atuais se assemelham às condições de 1973. A analista Mônica Araújo, da Espírito Santo Research, considera que o fator de risco é o principal impulso para a alta dos preços. O consultor Jean Paul Prates, da Expetro Internacional, destaca que o momento é favorável para a Sexta Rodada de Licitações.
Em termos de projeção futura, Adriano Pires acredita que "a sintonia fina do preço do petróleo será feita pelo terrorismo". O consultor observa que a tendência de queda para o segundo semestre, defendida pela maioria dos analistas, continua plausível, apesar da alta atual. Pires observa que os fatores para a redução futura dos preços são: a redução do crescimento chinês, que terá que ser provocada em breve; a queda da demanda de gasolina dos EUA que deverá ocorrer a partir da chegada do verão, em junho; e o aumento da oferta de petróleo anunciado pela Arábia Saudita. "O preço vai cair, mas o que poderá fazer a redução ser maior ou menor será o grau de risco decorrente do comportamento das ações terroristas no mundo. A tendência para o segundo semestre é de que barril fique entre US$ 30 e US$ 34", acredita.
No que se refere às razões que impulsionam a subida dos preços, a analista Mônica Araújo considera o aumento do risco como principal instrumento de pressão. "A incerteza a respeito do fluxo de petróleo proveniente do Oriente Médio, principalmente da Arábia Saudita, que tem uma produção que não pode ser suprida pela de nenhum outro país, é o que faz com que os "traders" aumentem o preço das negociações", considera.
Segundo Mônica Araújo, o corte de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) não chega a afetar verdadeiramente o mercado. "A Opep sempre esteve produzindo mais do que deveria. Além disso, deve haver uma liberação extra oficial da Organização para que os países membros produzam um pouco mais do que o que ficou acordado na última reunião. O que realmente faz com que os preços subam é o risco e há um pouco de especulação neste valores também", resume.
Já na opinião do consultor Adriano Pires, o principal fator de pressão é realmente a expansão da demanda, impulsionada pelo crescimento econômico dos Estados Unidos, China e Japão. "Se comparamos a situação de hoje com as crises dos anos 70, poderíamos dizer que a escalada de preços atual guarda mais semelhanças com a de 1973, que teve um componente econômico agregado ao aspecto político. Em 73, a demanda crescia mais que oferta e a crise política da guerra entre Israel e Palestina foi a gota d`água para que se instaurasse a crise", analisa. Segundo Pires, a crise de 1979 foi eminentemente política, tanto que nos anos 80 e 90 o preço do petróleo voltou a cair.
Observado o cenário brasileiro, o consultor Jean Paul Prates analisa que a tendência de alta que vem ocorrendo desde a invasão do Iraque tem um aspecto positivo para o Brasil e todos os países que oferecem áreas de exploração e produção petrolífera. "Neste período de alta, as empresas tiveram condições de se capitalizar e portanto estão mais aptas a investir nas áreas oferecidas na Sexta Rodada de Licitações, que ocorre em um momento propício", comenta.
Por outro lado, Prates adverte que enquanto para quem vende o petróleo há benefício com o aumento da receita, para quem compra os derivados, a tendência é de aumento dos preços, principalmente nos setores de Transporte e Petroquímico, além do consumidor final.
Prates defende que o Governo e a Petrobras saibam usar o instrumento da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), que foi criado justamente para amortecer este tipo de choque e proteger o cidadão do impacto do aumento dos preços. "Até o momento, a Petrobras utilizou sua própria capitalização para evitar o reajuste de combustíveis, agora o correto seria usar a Cide e no futuro, se necessário, haverá que reajustar os preços", resume.



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